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Brasil preencheu 55,4% de cota de exportação de carne bovina para China até abril

Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] May 20, 2026
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O Brasil preencheu até abril 55,4% de sua cota anual de exportação de carne bovina para a China sem tarifa de 55%, de 1,106 milhão de toneladas. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (20/05) pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), com base em dados da Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) e do Ministério do Comércio da China (Mofcom). Entre janeiro e abril, desembarcaram na China 612,9 mil toneladas de carne bovina proveniente do Brasil, 56,9% de todo o volume de carne bovina importado pelos chineses no primeiro quadrimestre, de 1,08 milhão de toneladas. Considerando as cotas aplicadas pela China a todos os seus fornecedores de carne, que somam 2,69 milhões de toneladas, os chineses já consumiram 40,1% do total, de acordo com a Abiec. O volume mensal de carne bovina importado pela China, de todos as origens, diminuiu progressivamente desde o início do ano, de 366,4 mil toneladas em janeiro para 208,7 mil toneladas em abril. Houve desaceleração gradual, também, dos embarques mensais de carne bovina do Brasil: de 211,3 mil toneladas em janeiro para 160,8 mil toneladas em fevereiro, 139,9 mil em março e 100,8 mil em abril, conforme os dados divulgados pela Abiec. Leia também China reabilita três frigoríficos brasileiros de carne bovina Na China, ministro da Agricultura vai discutir cota de carne Brasil tem saídas para aliviar ausência da China nas compras de carne bovina O mesmo movimento é observado nos embarques da Argentina, segundo maior exportador do produto para a China no quadrimestre. O país já enviou aos chineses um total de 176,7 mil toneladas de janeiro a abril, 34,58% de sua cota anual sem tarifa de 511 mil toneladas. A Austrália, na avaliação da Abiec, é o “principal ponto de atenção”: utilizou 70% de sua cota, de 205 mil toneladas, e tende a esgotá-la ainda no terceiro trimestre. Além de Argentina, outros países que ainda têm “folga” e podem ampliar as exportações à China no segundo semestre são o Uruguai, que usou 18,6% de uma cota de 324 mil toneladas; Nova Zelândia, que preencheu 18,2% da cota de 206 mil toneladas, e Estados Unidos, cujos embarques aos chineses, até o momento, foram “irrelevantes”, na avaliação da Abiec, com 685 toneladas ou 0,4% da cota de 164 mil toneladas. Na última sexta-feira, a China renovou as licenças de exportação de carne bovina de 402 frigoríficos americanos e habilitou mais 77 plantas. As licenças estavam vencidas desde fevereiro e março do ano passado. Initial plugin text

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