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  "textContent": "\nBrasil e China chegaram a um acordo sobre os termos técnicos do protocolo sanitário que permitirá a abertura do mercado chinês para os miúdos internos de suínos brasileiros. Durante agenda do ministro da Agricultura, André de Paula, com a ministra da Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês), Sun Meijun, os países confirmaram esses detalhes e revisaram o texto, cuja formalização deverá ocorrer em breve. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, avaliou que a iminente abertura desse mercado será significativa para a suinocultura brasileira. Isso porque a China importou, em 2025, cerca de 1,4 milhão de toneladas de carne suína. Dessas, 800 mil foram de miúdos internos, ramo em que os frigoríficos brasileiros ainda não competem. Atualmente, o Brasil já vende para a China miúdos externos, como orelha, rabo e focinho. A demanda chinesa por esse tipo de produto é alta e a oferta é ainda limitada. \"Em se formalizando essa abertura, com a assinatura do protocolo pelas partes, será a maior abertura dos últimos dez anos para a suinocultura brasileira. É um mercado que tem potencial muito grande de vender\", afirmou à reportagem. A eventual abertura vai contemplar, neste momento, apenas os frigoríficos de Santa Catarina, primeiro Estado brasileiro reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação. As plantas catarinenses são as únicas, até hoje, a comercializar carne suína e miúdos externos com os chineses. Na agenda com a GACC, o Ministério da Agricultura reforçou o pedido para o reconhecimento do status sanitário de todo território nacional. A China ainda avalia o tema. O ministro André de Paula agradeceu à contraparte chinesa pelos avanços nas negociações. \"Trata-se de um resultado positivo do diálogo técnico e da cooperação construídos entre nossas instituições ao longo dos últimos anos. Esse avanço representa uma importante conquista sanitária e comercial para ambos os países e reflete o elevado nível de confiança e cooperação entre Brasil e China\", afirmou o ministro. Em nota, o Ministério da Agricultura informou que, após a formalização do protocolo, vai orientar as empresas brasileiras para a realização dos preparativos técnicos necessários para iniciar as exportações, enquanto a GACC vai dar continuidade aos procedimentos internos na China para viabilizar o comércio. Durante a agenda, também foi anunciado o início da certificação eletrônica para a exportação de produtos cárneos, o e-cert, do Brasil para a China a partir de junho. \"São aproximadamente 100 mil certificados por ano que passarão a ser emitidos de forma eletrônica. É um ganho importante para a facilitação do comércio, redução de custos e para dar mais agilidade ao processo\", informou Rua. A certificação valerá para os produtos e derivados de todas as proteínas animais. Agenda Nesta quarta-feira (19/5), a comitiva do Ministério da Agricultura vai se reunir com os ministérios do Comércio (Mofcom) e da Agricultura (Mara) da China, em Pequim. O principal pleito será a flexibilização da cota de importação da carne bovina. O Brasil também vai ressaltar a importância da China como fornecedora de fertilizantes para o setor agropecuário brasileiro. \"Vamos reiterar nossa disposição e capacidade de uso da cota de países que, eventualmente, não preencham todo volume autorizado\", disse o secretário Luis Rua. A GACC informou, na reunião dessa terça-feira (18/5), que o Brasil já preencheu 55% da cota e a Austrália, mais de 80%. Por outro lado, Estados Unidos e Uruguai estão com baixa comercialização. *O jornalista viajou a convite da Abiec Initial plugin text",
  "title": "Brasil acerta detalhes para iniciar exportação de miúdos de suínos à China"
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