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"textContent": "\nOs sinais de uma aproximação comercial entre EUA e China fizeram os preços dos grãos subirem acentuadamente na bolsa de Chicago. No caso da soja, os contratos com entrega para julho fecharam em alta de 3,06% nesta segunda-feira (18/5), negociados a US$ 12,13 o bushel. Se no final da semana passada havia mau humor do mercado com a ausência de notícias sobre um acordo entre EUA e China, hoje o cenário é completamente o oposto. No fim de semana, a Casa Branca disse que a China se comprometeu a comprar ao menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos EUA em 2026, 2027 e 2028. “Esses US$ 17 bilhões em vendas não incluem as 25 milhões de toneladas de soja anunciadas pelos EUA em outubro. Isso deu aos fundos de investimento a percepção de que essa negociação com a soja pode acontecer, pois eles estão com uma posição comprada [aposta na alta dos preços] em volume histórico”, diz Leonardo Martini, analista em gerenciamento de riscos da StoneX. Ele acrescenta que a eventual compra de 25 milhões de toneladas de soja renderia mais US$ 11 bilhões aos americanos. Ainda que haja a expectativa de aumento das exportações de soja, para o analista, o quadro atual de mercado ainda gera desvantagens para os produtores americanos em relação aos brasileiros. Soma-se a isso o fato de que, até o momento, não houve nenhuma sinalização chinesa sobre o acordo anunciado pela Casa Branca. “Apesar da expectativa dos fundos com aproximação comercial entre os dois países, é difícil imaginar que essa negociação de 25 milhões de toneladas de soja vai acontecer. Mesmo com redução do imposto de exportação dos EUA para China, a soja brasileira ainda é US$ 37 mais barata que a americana”, acrescenta Martini. Por fim, ele acrescenta que o contexto geopolítico também beneficiou a alta da soja. Com a continuidade das tensões no Oriente Médio, o petróleo voltou a subir e puxou a valorização do óleo de soja, que teve influência direta nos valores do grão em Chicago. Milho O milho disparou na bolsa de Chicago, também diante da indicação do acordo comercial entre EUA e China. Os lotes com entrega para maio subiram de 4,66%, a US$ 4,77 o bushel. De acordo com Leonardo Martini, analista em gerenciamento de riscos da StoneX, a notícia de que a China irá comprar US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos EUA favoreceu a soja, e, de quebra, a alta do milho, já que pode aquecer a procura pelo cereal dos Estados Unidos. Além disso, ele lembra que o milho tem um cenário mais positivo para os preços em relação à soja, diante da redução da área nos EUA, aumento das exportações e ainda maior demanda para a produção de etanol no país, onde o milho é a principal matéria-prima do biocombustível. Trigo O “bom humor” no mercado de soja e milho também afetou as negociações do trigo na bolsa de Chicago. Os lotes para julho fecharam em alta de 4,52%, para US$ 6,6450 o bushel. Segundo boletim da consultoria Granar, os investidores acreditam que o anúncio da Casa Branca de expandir o comércio agrícola dos EUA com a China também pode beneficiar o trigo. Soma-se a isso, a manutenção das condições desfavoráveis para as principais áreas produtoras de trigo dos Estados Unidos. +Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural",
"title": "Soja sobe 3% após EUA anunciar acordo com a China"
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