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China e EUA concordam em expandir comércio agrícola e reduzir tarifas

Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] May 17, 2026
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A China e os Estados Unidos concordaram em expandir o comércio agrícola por meio da redução de tarifas e enfrentamento de barreiras não tarifárias e questões de acesso ao mercado, conforme informou o Ministério do Comércio da China no sábado, após a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, em Pequim, de acordo com a agência Reuters. Segundo o ministério, os acordos são “preliminares” e serão “finalizados o mais rápido possível”. A pasta disse ainda que ambos os lados concordaram em “resolver ou fazer progressos substantivos” em barreiras não tarifárias e questões de acesso ao mercado. Apesar de afirmar que os dois países buscam estimular o comércio com medidas como reduções de tarifas recíprocas, o ministério não especificou para quais produtos, de acordo com a Reuters. As importações chinesas de produtos agrícolas provenientes dos EUA ainda enfrentam taxa adicional de 10%, após anúncios de tarifas retaliatórias por Pequim no ano passado, que levaram a uma queda do comércio de 65,7% , para US$ 8,4 bilhões em 2025, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) citados pela agência. Neste domingo, a agência informou que o representante de comércio dos EUA, Jamieson Greer, disse em entrevista ao programa "Face the Nation", da emissora americana CBS, que o país espera um incremento de "duplo dígito" das compras de produtos agrícolas americanos pelos chineses, após os encontros da última semana entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping. "O que esperamos com os novos acordos de compras.... compras de duplo dígito de produtos agrícolas agregados. Quando falo agregados, me refiro a tudo o mais: pode ser soja, carne bovina, grãos, laticínios, todo tipo de coisa”, disse Greer, acrescentando que mais detalhes sobre os acordos seriam divulgados em breve, conforme a Reuters. Depois de uma reunião entre representantes dos EUA e da China em outubro do ano passado, Pequim retomou compras de alguns produtos agrícolas dos EUA, cumprindo um compromisso declarado pelos EUA de comprar 12 milhões de toneladas de soja até o fim de fevereiro e adquirindo também algumas cargas de trigo e grandes volumes de sorgo dos EUA, lembrou a agência. Observadores do mercado esperam um corte de 10% nas tarifas da soja, o que poderia permitir que processadores chineses privados retomassem compras que deixaram se der feitas durante a colheita dos EUA no ano passado, quando apenas traders estatais de grãos fecharam compras. Na sexta-feira, Pequim concedeu prorrogações de registro de cinco anos para 425 frigoríficos de carne bovina dos EUA que haviam sido excluídos após o vencimento de suas habilitações no ano passado, e aprovou novas habilitações de cinco anos para mais 77 instalações dos EUA.

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