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  "textContent": "\nO governo de Minas Gerais, por meio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), assinou um convênio com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) nesta semana, para investir R$ 3 milhões no combate ao greening, doença que pode causar perdas de até 80% nos pomares. O recurso será destinado ao projeto Citros Guard 4.0, que prevê o uso de inteligência artificial para ampliar o monitoramento e controle fitossanitário dos pomares no Estado. O projeto engloba estudos nas áreas de produção de mudas, uso de pesticidas, ecotoxicologia e aperfeiçoamento de procedimentos voltados ao setor. A proposta inclui o uso de drones com câmeras multiespectrais e termais para identificar plantas com sintomas da doença, e aplicação de aprendizado de máquina para mapear a dispersão do greening e do inseto vetor. De acordo com a Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, o Estado produziu mais de 1,2 milhão de toneladas de citros em 2024, entre laranja, tangerina e limão, sendo o segundo maior produtor do país, atrás de São Paulo. “Estamos nos preparando para nos transformar no maior produtor de cítricos do país. E isso depende essencialmente desses estudos, porque o maior produtor pode perder a posição por causa do greening”, afirmou o governador de Minas Gerais, Mateus Simões. “Esse investimento é muito importante neste momento porque o monitoramento do greening, com o uso de inteligência artificial, vai nos permitir avançar no controle da doença. Após a implementação desse instrumento, teremos condições de alcançar um crescimento de, no mínimo, 15% da citricultura mineira”, afirmou o secretário de Agricultura do Estado, Thales Fernandes. Minas Gerais tem registros de greening em 92 municípios. As regiões dos Vales do Rio Doce e Jequitinhonha, além do Noroeste e Norte de Minas, seguem sem ocorrências da doença. Initial plugin text Para o produtor Antônio Simoneti, diretor executivo da Simoneti Citrus, a iniciativa representa um avanço para o setor. “Minas Gerais está saindo na frente nessa nova fronteira da citricultura, e é muito importante buscar tecnologia junto com os pesquisadores para conter o greening e preservar a qualidade da produção”, afirmou. A Simoneti Citrus nasceu em São Paulo, mas transferiu parte da produção nos últimos anos para o sul de Minas Gerais, em busca de condições mais adequadas para a citricultura, incluindo a menor incidência do greening. Atualmente, 70% da produção de laranjas e tangerinas da Simonetti Citrus está concentrada nos municípios mineiros de Minduri, Cruzília, Aiuruoca e São Vicente de Minas.",
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