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"textContent": "\nO novo presidente do conselho de administração do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Antonio Mauricio Marques, acredita que o segmento de defensivos agrícolas não deverá crescer no Brasil em 2026. \"O setor deve ficar estável ou até cair um pouco\", afirmou o dirigente, que conversou com jornalistas na manhã desta sexta-feira (15/5), em São Paulo. Ele toma posse para um período de três anos à frente da entidade, que conta com 22 empresas associadas. A projeção é baseada no atual momento vivido pelo agronegócio do país, com endividamento de produtores, crédito caro, preços de commodities em baixa e custos pressionados em razão do conflito no Oriente Médio. \"Você tem hoje uma série de componentes que faz com que se tenha o preço do seu produto em baixa e um custo maior. Com essa guerra, temos algumas matérias-primas que já subiram de preço\", observou. Segundo o vice-presidente, Júlio Borges Garcia, a alta nos produtos à base de glifosato deve ficar entre 15% e 20%. Em outros produtos, porém, pode não haver impacto. \"Assim que a guerra 'explodiu', imediatamente o preço do petróleo começou a subir. Quando isso aumenta, todos os produtos e derivados que usam muita energia na produção vão subir\", explica. O efeito imediato, segundo o dirigente, foi a eliminação do excesso de estoque da safra passada. \"Muitos se anteciparam e compraram para garantir os preços antigos, que estavam muito abaixo das médias. Só que logo em seguida esses preços já estão subindo\", acrescenta. Entre as prioridades da nova gestão do Sindiveg estão o acompanhamento da regulamentação da Lei dos Bioinsumos, participação nas discussões sobre reforma tributária, o debate sobre a rastreabilidade dos produtos e a preocupação com o aumento no uso de produtos irregulares e contrabandeados. Área tratada aumentou em 2025 O Sindiveg também apresentou os dados de desempenho do setor no ano de 2025. O uso de defensivos agrícolas registrou aumento de 7,6% na área potencial tratada (PAT), somando mais de 2,6 bilhões de hectares (uma mesma área conta com mais de uma aplicação). A soja representa 55% de toda a área tratada, seguida pelo milho (18%) e pelo algodão (7%). No recorte por regiões, Mato Grosso e Rondônia concentram um terço do uso. Os herbicidas representam 46% do consumo, seguidos por inseticidas e fungicidas (ambos com 26%). Initial plugin text",
"title": "Setor de defensivos agrícolas não deve crescer em 2026, afirma sindicato"
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