Clima e doenças afetam safra de batata no Paraná e preços sobem
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial]
May 15, 2026
A safra de batata em Guarapuava (PR) segue em finalização, com 75% da colheita concluída até o final de abril e com expectativa de colher 95% da produção em maio, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Desde fevereiro, quando se iniciou a segunda parte da safra na região, a produtividade segue em queda gradativa, havendo uma redução mais expressiva entre meados de abril até o momento, o que é comum para a época do ano. Essa queda de rendimento se deve ao tempo quente e seco em fevereiro e, principalmente, em março, o que resultou em problemas com pragas, como a mosca-minadora e a larva-alfinete, sendo a incidência dessa última mais severa, o que gerou significativas perdas em algumas lavouras. Também foram relatados casos da pinta-preta, doença causada por um fungo, possivelmente devido às chuvas mais concentradas ou manejo de irrigação. Além do dano à produtividade, houve também queda de qualidade, sobretudo pela larva-alfinete, que causa perfurações nos tubérculos, e por problemas com pele e coloração e casos de deformidades e menor calibre. O tempo seco que se prolongou, sobretudo a partir de meados de março deste ano, levou à uma redução dos níveis dos reservatórios na região de Guarapuava, fazendo com que em algumas áreas o volume hídrico disponível para irrigação nesta reta final da safra tenha sido abaixo da demanda adequada das plantas. Assim, a produtividade nesta segunda safra na região ficou 20% abaixo do rendimento da primeira, e quando comparado de meados de abril até o momento, está 26% abaixo daquele período, com uma média de 35 toneladas por hectare. Com isso, os preços da batata já apresentam alta na região. O levantamento do Cepea mostra o saco de 25 da batata padrão agata especial a R$ 135,45, alta de 58% em relação ao mesmo período em 2025. Initial plugin text
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