Cacau recua em Nova York com aumento da safra na Costa do Marfim
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial]
May 14, 2026
O cacau voltou a registrar forte queda na bolsa de Nova York após recuo de 4,23% na véspera. Os lotes para julho caíram 4,62% na sessão desta quinta-feira (14/5), para US$ 4.272 a tonelada. A Barchart cita que novas previsões para a safra na Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa, derrubaram os futuros. Segundo a consultoria, projeções atuais indicaram produção de 2,2 milhões de toneladas para a safra 2025/26, acima da projeção anterior de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas, diante de condições climáticas favoráveis. Por outro lado, também está no radar do mercado os prognósticos de clima para a temporada 2026/27, que terá início em outubro. A possibilidade de impacto do El Niño para os cacaueiros da África pode fazer o cacau subir novamente na bolsa. Algodão O algodão também despencou em Nova York. Os contratos para julho fecharam em baixa de 3,31%, para 83,94 centavos de dólar a libra-peso. Café O café arábica fechou a sessão com preços em queda. Os contratos com entrega para julho fecharam em baixa de 1,80%, a US$ 2,7570 a libra-peso. De acordo com a Barchart, a alta do dólar no mercado externo favoreceu a baixa dos contratos do arábica. Esse quadro macroeconômico tende a deixar os ativos negociados em bolsa, como o café, menos atrativos para os investidores. Suco de laranja O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) voltou a registrar forte baixa bolsa de Nova York. Os lotes para julho fecharam em queda de 5,23%, cotados a US$ 1,8130 a libra-peso. Açúcar Depois de altas consecutivas provocadas pela valorização do petróleo, o açúcar registrou queda na bolsa americana. Diante de um movimento de realização, os contratos do demerara para julho caíram 2,54%, a 14,99 centavos de dólar a libra-peso.
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