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"textContent": "\nA União Europeia ampliou sua participação nas compras de café do Brasil no acumulado de janeiro a abril. E essa participação pode ter um novo impulso com a entrada da safra de café arábica, cuja colheita ganha força em julho, de acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). No acumulado de janeiro a abril, os embarques para a União Europeia somaram 5,48 milhões de sacas de 60 quilos. O volume representou uma queda de 6,6% em relação ao primeiro quadrimestre de 2025, queda associada à pouca disponibilidade de café. Ainda assim, o bloco respondeu por 47,1% dos embarques brasileiros do grão, contra 42,4% no mesmo período de 2025. A Europa foi o destino de 55% das exportações brasileiras de café no acumulado de janeiro a abril, ante 48,8% no mesmo período do ano passado. “O volume cai porque a disponibilidade está menor e a União Europeia ainda não viu a entrada da safra de café arábica. Mas a exportação está se concentrando mais no bloco”, avaliou Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé. Há expectativa no setor que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que entrou em vigor neste mês, possa beneficiar os exportadores brasileiros de café. A previsão é que o café tenha uma eliminação de tarifas, que atualmente é de 4,2% na média. Matos acrescentou que também há expectativa de aumento dos embarques para os Estados Unidos, com a entrada da safra. Em abril, os Estados Unidos já voltaram a liderar as compras de café do Brasil, com 451.506 sacas, ante 561.002 sacas em abril de 2025, queda de 19,52%. No acumulado de janeiro a abril, a Alemanha ainda lidera as compras, com 1,563 milhão de sacas e queda de 12,8%. Os EUA registraram 1,390 milhão de sacas no quadrimestre, queda de 41,5%. “Os EUA assumiram a primeira posição em abril. Acho que com a nova safra o setor deve fechar novos contratos com os importadores americanos”, afirmou Matos. O diretor-geral do Cecafé observou que o desempenho de exportações em abril ficou dentro do esperado, com uma pequena retração em volume, em consequência dos estoques baixos, e receita menor devido à queda de 18,1% no preço médio da saca de café arábica, em relação ao mesmo mês de 2025, para US$ 355,18. A exportação de robusta e conilon cresceu 374% em abril, para 497.019 sacas, por conta da entrada da safra nova e de estoques remanescentes ainda altos. Mas o preço mais baixo do robusta em relação ao preço do arábica fez com que o efeito na exportação total fosse menor. O preço médio do café robusta foi de US$ 222,56 por saca. Matos disse ainda que as notícias no campo são de clima favorável à safra de café. Em relação à chegada do El Niño no segundo semestre, Matos disse que, atualmente, a previsão é que o impacto do fenômeno climático será menor nas regiões produtoras de café, o que pode favorecer a safra que será colhida em 2027. Initial plugin text",
"title": "União Europeia amplia participação nas compras de café do Brasil"
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