Petróleo despenca e faz açúcar recuar 3% em Nova York
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial]
May 6, 2026
A forte baixa do petróleo no mercado internacional motivou a queda nos preços futuros do açúcar na bolsa de Nova York. Nesta quarta-feira, os contratos do demerara para julho caíram 3,64%, a 14,81 centavos de dólar a libra-peso. Se a subida do petróleo favoreceu os movimentos de alta do açúcar, o contrário também é verdadeiro. O fóssil operava em baixa de 7% no início da tarde. “Boa parte dessa movimentação do açúcar vem dessa relação com o petróleo, que favoreceu um movimento oportuno para os fundos liquidarem boa parte das posições compradas”, destaca Marcelo Filho, analista de Inteligência de Mercado da StoneX. O especialista lembra que as cotações do açúcar estão em tendência de alta, diante do dólar enfraquecido, que tende a reduzir o ímpeto das exportações do Brasil, maior fornecedor mundial. O início da safra 2026/27 menos açucareira no país também cria o sentimento de redução da oferta. Marcelo Filho, no entanto, acredita que a expectativa de produção ainda não é tão pessimista em razão da conjuntura atual de mercado. “O etanol está dando menos retorno que o açúcar para as usinas no mercado físico. Isso significa que a produção do biocombustível pode atingir um limite. Ao mesmo tempo, com a expectativa de uma grande moagem, as usinas terão que abastecer o mercado com açúcar e não vejo a produção ficar abaixo das 39 milhões de toneladas”, destacou. Cacau O preço do cacau mantém a tendência de alta na bolsa de Nova York, e avançou pela terceira sessão consecutiva. Os contratos com entrega para julho avançaram 1,50%, a US$ 4.135 a tonelada. Apesar da projeção de superávit para a safra global, estimado em 356 mil toneladas, pela Hedgepoint Global Markets, a consultoria pondera que o mercado permanece sensível, já que mudanças nos fundamentos podem alterar significativamente esse equilíbrio de oferta, especialmente diante do aumento da probabilidade de ocorrência do El Niño. Os principais países produtores, com destaque para Costa do Marfim e Gana, atravessam uma fase crítica do calendário agrícola, entre a safra intermediária e o florescimento que dará origem à safra principal 2026/27. Café O café arábica recuou em Nova York após movimento de realização de lucros. Os contratos com entrega para julho fecharam em baixa de 2,04%, a US$ 2,8385 a libra-peso. Suco de laranja O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) fechou a sessão na bolsa de Nova York com preços em baixa. Os lotes para julho caíram 1,23%, cotados a US$ 1,7925 a libra-peso. Algodão O algodão, por sua vez registrou leve queda na bolsa de Nova York. Os contratos para julho caíram 0,88%, para 84,05 centavos de dólar a libra-peso.
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