Quem é o filho de peão brasileiro que pode ser campeão mundial da PBR aos 20 anos
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial]
May 4, 2026
Um dos principais nomes da nova geração da Professional Bull Riders (PBR) defende a bandeira dos Estados Unidos, mas tem DNA verde e amarelo. John Crimber, 20 anos, é filho de Paulo Crimber, lendário peão brasileiro com dez participações em finais da competição. Após estrear na PBR em 2023, John está atualmente na liderança do campeonato (veja a classificação abaixo). Nascido em Decatur, no Texas, cidade onde moram a maioria dos peões brasileiros, John se criou nas arenas vendo o pai montar. O jovem compete como americano, embora tenha dupla nacionalidade. Antes mesmo de entrar no circuito profissional, John já acumulava mais de 20 títulos no mutton busting (montaria em carneiros), o que evidencia sua precocidade e domínio desde cedo. Leia também: Australiano vence, mas filho de brasileiro mantém a liderança na PBR No profissional, Crimber rapidamente quebrou barreiras históricas: foi primeira escolha geral do Draft da PBR Teams Series e se tornou o mais jovem atleta da história da organização a ultrapassar US$ 1 milhão em ganhos. Em sua primeira participação na Unleash The Beast, a primeira divisão da PBR, ele venceu uma das etapas, terminou em segundo lugar por cinco vezes e nas finais cravou a melhor montaria da temporada, obtendo nota 95 no lombo de Ricky Vaughn. Além disso, já conquistou títulos importantes como MVP da Teams Series (duas vezes), MVP da Teams Championship e uma vitória em evento da Velocity Finals. Os números da carreira de John reforçam o seu alto nível competitivo: são mais de 190 montarias completas, cerca de 57% de taxa de sucesso e 27 montarias acima de 90 pontos. Segundo o perfil de John no site da PBR, seu estilo de montaria combina agressividade e controle, com capacidade de pontuar alto em grandes arenas. Ele também já protagonizou momentos marcantes, como sua montaria de 95 pontos em Big Bank no AT&T Stadium, um dos palcos mais emblemáticos da PBR. Fora das arenas, John mantém uma identidade típica do cowboy moderno: humorado com colegas, competitivo quando necessário e muito ligado às raízes familiares. Ele também é proprietário de diversos touros e demonstra forte envolvimento com o lado técnico e estratégico do esporte. "Todo fim de semana, saio para competir tentando ser o melhor, sem deixar nada para trás e sem arrependimentos", disse John em uma entrevista ao site da PBR, em 2024. Neste ano, as finais acontecem de 7 a 17 de maio no Texas. O campeão leva um bônus de US$ 1 milhão. Nesta temporada, só Crimber superou os US$ 200 mil em prêmios. John Crimber e Cássio Dias, que disputaram o título mundial até a última montaria em 2024 Reprodução/Instagram DNA vencedor O pai de John, Paulo Crimber, 46 anos, foi dez vezes finalista da PBR. Em 2024, ele recebeu o Anel de Honra da competição, distinção destinada aos peões consagrados na montaria. Crimber pai cresceu em Olímpia (SP), rodeado por cavalos e gado. Fã de faroestes americanos na infância, desenvolveu uma paixão pelo estilo de vida cowboy. Aos sete anos, assistiu pela primeira vez a um rodeio. "Eu vi um peão montando e já sonhava e me imaginava fazendo aquilo", contou, em entrevista ao site oficial da PBR. Já aos 14 anos, começou a competir em eventos amadores e com 16 já estava ganhando competições profissionais. Foi aos 18 anos, no entanto, que historicamente venceu na primeira rodada de um rodeio em Barretos (SP) e classificou-se para as finais mundiais da PBR. Foi o brasileiro mais jovem a participar do evento que decide a temporada. Paulo Crimber recebeu Anel de Honra da competição em 2024 PBR/Divulgação Era o começo da carreira de Crimber, que chegou a dez finais mundiais, com um histórico de 283 paradas em 554 montarias, garantindo uma taxa de vitória de 51%. Em 2008, porém, ele precisou tomar outro rumo. Em uma competição na cidade de Springfield, no Missouri, quebrou o pescoço. Quando voltou a competir, em junho do mesmo ano, sofreu outra contusão. Foi jogado para baixo de um touro, lesionando gravemente sua coluna. Ficou seis meses acamado e nunca mais competiria no mesmo nível. Depois de alguns meses afastado do esporte trabalhando em ranchos no Texas, Paulo Crimber retornou à PBR como juiz de competições. Segundo a publicação oficial da PBR, ele teve uma carreira tão meteórica quanto a de peão. Em, 2010 já foi escolhido para avaliar as finais. Em 2011, voltaria brevemente a competir, para realizar um sonho: que seu filho, John, o visse montar profissionalmente. Agora, a carreira meteórica do jovem relembra a trajetória do pai. Classificação Mundial de Montaria em touros da PBR
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