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  "textContent": "\nEnquanto o agronegócio busca alternativas para reduzir a dependência dos fertilizantes importados, o Ministério da Agricultura acredita que o Brasil será líder mundial até 2030 na produção de fertilizantes sustentáveis, ou especiais - categoria que engloba micronutrientes, organomineirais, orgânicos biofertilizantes e solúveis. \"Nós somos o país, e eu não tenho nenhuma dúvida em afirmar isso, que será o líder mundial dessa nova indústria de fertilizantes\", disse José Carlos Polidoro, assessor do ministério, durante evento sobre fertilizantes sustentáveis promovido nesta terça-feira (28/4) pela consultoria Argus, em São Paulo. De acordo com ele, o potencial do Brasil nesta área deve-se principalmente a três fatores: tamanho do mercado, conhecimento do setor e disponibilidade de matéria-prima. \"Nós não temos só a maior biodiversidade do mundo, temos a maior reserva de ativos biológicos do mundo\", observou Polidoro. O assessor da pasta falou sobre o Plano Nacional de Fertilizantes, lançado em 2022, que prevê reduzir a dependência externa dos atuais 85% para 40% a 50% e alcançar autonomia tecnológica no setor até 2050. O plano de ação até 2029 inclui melhorar o ambiente de negócios, reduzir a burocracia, diminuir custos de investimentos e incentivar parcerias público-privadas. A expectativa é de que, até 2035, o Brasil seja o segundo ou terceiro maior mercado de fertilizantes do mundo - hoje o país está na quarta colocação. O próximo passo é a inauguração do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Cefenp), direcionado aos fosfatados, nesta quinta-feira (30/4), na Universidade Federal de Viçosa (UFV). No dia 6 de maio, outra unidade será inaugurada em Goiânia, voltada aos agrominerais e remineralizadores. O diagnóstico apresentado pelos participantes do evento é de que, embora seja uma potência agrícola, o Brasil ainda é extremamente dependente dos fertilizantes importados. Frente as tensões geopolíticas no Oriente Médio, região produtora de matéria-prima para fertilizantes, e o fechamento do estreito de Ormuz, os preços dos fertilizantes dispararam, provocando consequências a esse mercado no Brasil. A estimativa da consultoria Argus é de que o mercado de fertilizantes tenha uma retração de 10% a 20% no país em 2026. \"São dois fatores: disponibilidade e preço. É falta de produto e um preço muito alto que realmente acaba diminuindo a demanda\", afirmou Thaís Sousa, gerente de desenvolvimento de negócios da Argus. De acordo com ela, o fertilizante sustentável terá normalmente um custo mais alto do que o convencional. Essa diferença pode chegar a US$ 200 por tonelada. \"A grande diferença é que a entrega dele é maior. Ele tem uma produtividade mais alta e pode economizar a quantidade de fertilizantes convencionais utilizados\", resumiu. Initial plugin text",
  "title": "Brasil será líder em fertilizantes sustentáveis até 2030, diz assessor do Ministério da Agricultura"
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