Preço do boi gordo encerra a semana estável, com mercado em ritmo lento
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial]
April 18, 2026
A semana se encerra com o mercado pecuário em ritmo lento, destaca o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A proximidade do feriado reduziu a intensidade das negociações; apesar disso, houve uma sustentação nos preços pagos pela arroba. Nesta sexta-feira (17/4), das 33 regiões pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, 26 não tiveram alterações nos preços do boi gordo na comparação diária. Foram registradas altas em seis praças: Dourados (MS), Pelotas (RS), sudeste de Mato Grosso, Marabá (PA), Acre e Rio de Janeiro. Apenas no sul de Minas Gerais houve queda nos valores negociados. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo se manteve em R$ 365 a arroba para o pagamento a prazo. Segundo a Scot, no Estado de São Paulo, parte dos frigoríficos conseguiu alongar as escalas e reduzir a pressão de compra, em função do feriado da próxima semana e da menor quantidade de abates. Dessa forma, testaram ofertas em patamares mais baixos, mas o movimento não foi suficiente para a queda nas referências. Em Cuiabá, segundo o Cepea, a boa condição das pastagens e a oferta reduzida ajudaram na estabilidade dos preços do boi gordo, com negociações ocorrendo no intervalo de R$ 355 a R$ 365. Já em Goiânia e Rio Verde (GO), frigoríficos saíram das compras e o mercado esteve mais travado. No Rio Grande Sul, as chuvas dificultam as negociações e mantêm as escalas curtas, entre dois e sete dias. No Estado de São Paulo, a liquidez foi menor, com compradores retraídos e vendedores resistentes aos valores ofertados. O analista Fernando Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, destaca que a indústria continuou tentando patamares de preços mais baixos no decorrer da semana. “Estão testando o mercado, tentando níveis mais baixos, dizendo que as escalas estão um pouco mais confortáveis agora e começam a exercer um certo tipo de pressão”, aponta. Iglesias lembra que, para o mercado futuro, outro ponto que pesa é a questão da cota chinesa de importações de carne bovina. “Na B3, o contrato com vencimento em julho está na faixa dos R$ 336. Isso já está precificando uma ausência da China dentro do mercado”, afirma. Outro ponto que merece acompanhamento, segundo o especialista, é o avanço epidemiológico da aftosa na Rússia e na China. +Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural
Discussion in the ATmosphere