{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreiaxthpvlc6jpzgssizaqt26pcnpi5t37ntu53fol4set4ozo3dcr4",
    "uri": "at://did:plc:fi6ft2rjjxnr5a5bbljvn7of/app.bsky.feed.post/3mjoazwk3blo2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreickvgzrabs7xbxkrkor3xqxhtjzaoxg4mxkv3cn2evve4iblp6ivi"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 4078955
  },
  "path": "/maquinas-agricolas/noticia/2026/04/baldan-entra-no-mercado-sucroenergetico-com-pulverizador-para-a-cana.ghtml",
  "publishedAt": "2026-04-16T22:25:28.000Z",
  "site": "https://globorural.globo.com",
  "tags": [
    "globorural"
  ],
  "textContent": "\nA dois anos do seu centenário, a Baldan Máquinas e Implementos Agrícolas, de Matão (SP), lança neste ano na Agrishow, seu primeiro produto específico para o setor sucroenergético: o pulverizador autopropelido Avola com capacidade de 3 mil litros de calda, desenvolvido durante dois anos a partir do equipamento desenhado para grãos e que marcou em 2024 a entrada da indústria 100% nacional no setor de pulverização. Segundo Caio Giaretta, diretor de Inovação e P&D da empresa, a nova máquina tem a maior potência hidráulica para a operação canavieira do mercado e, apesar de ser um equipamento eletrônico, mantém o DNA da máquina mecânica, com um terminal de operações simples, que facilita a vida do operador. As barras de pulverização são de 24 metros e 27 metros. A transmissão 4x4 tem controle inteligente de tração independente e antipatinagem. Na Agrishow, a empresa que nasceu em 1928 fabricando equipamentos simples de preparo de solo e hoje tem uma oferta de 120 tipos de produtos, também vai apresentar a nova versão do Avola para grãos, com 3,5 mil litros de calda, pulverizadores menores da série Liri para pecuária e outras culturas, que demandam acoplamento a um trator, a segunda geração da semeadora de precisão PP Solo G e uma semeadora mais simples de até cinco linhas. Os preços do Avola, máquina que conquistou dois prêmios internacionais, partem de R$ 700 mil a R$ 1,7 milhão e, segundo o CEO da companhia, Fernando Capra, desde o lançamento do modelo já foram comercializadas 60 unidades. Embora não revele o valor de venda do pulverizador específico para a cana-de-açúcar, o diretor diz que foram usados fornecedores nacionais e as barras foram desenvolvidas com um sistema mecânico, o que torna o custo mais barato na comparação com concorrentes. Nova versão de semeadora também será lançada na Agrishow Divulgação/Baldan A montagem dos pulverizadores acontece na fábrica 2 da Baldan, também em Matão, que foi inaugurada há dois anos, com um investimento de R$ 200 milhões. Na Agrishow, a fábrica vai levar, além dos lançamentos, seu portfólio completo na expectativa de repetir o desempenho do ano passado, quando aumentou vendas em volume e receita com o lançamento de novos discos jateados e outros equipamentos, na contramão do resultado do mercado nacional de máquinas agrícolas. “Será a Agrishow mais desafiadores dos últimos tempos. Todos nós sabemos que as feiras que já foram realizadas neste ano tiveram redução de 30%, 40% nas vendas. E a gente não vê o quadro macroeconômico nacional ou internacional mudando no curto prazo. Os juros altos e o fator da rentabilidade das commodities apertam o produtor e restringem investimentos. Então, é natural esperar que as vendas na Agrishow de produtos de alto valor sejam menores”, diz Fernando Capra. Projeção para o ano Segundo ele, a empresa de capital aberto, que já registrou um faturamento de R$ 1,2 bilhão no pico da pandemia, também não espera crescimento da receita neste ano diante do cenário complexo de juros altos, commodities em baixa, incertezas do cenário internacional, eleições e Copa do Mundo, mas projeta manter o faturamento do ano passado, compensando a redução de vendas das grandes máquinas de plantio e pulverização com a comercialização de mais equipamentos para preparo de solo. + Venda de máquinas agrícolas deve ter quinto ano de retração no Brasil O executivo ressalta que as exportações para 60 países da América do Sul, América Central, África, Indonésia e Austrália, que representam até 25% do faturamento, cresceram cerca de 12% no ano passado e mais ainda em volume, o que manteve a receita equilibrada. Além das duas plantas em Matão, a Baldan tem uma terceira em Taquaritinga (SP), três centros de distribuição em Matão, Maringá (PR) e Goiânia (GO). No seu planejamento estratégico até 2030 a intenção é instalar um CD na região Norte e, dependendo da demanda, construir uma quarta indústria. Questionado se espera voltar à casa do R$ 1 bilhão no centenário em 2028, Capra disse: “Tem que combinar com os russos. Ou talvez com o Trump”. A Baldan exportava várias peças para indústrias de máquinas dos Estados Unidos, mas suspendeu os negócios no ano passado, após o tarifaço imposto pelo presidente americano. *A jornalista viajou a convite da Baldan",
  "title": "Baldan entra no mercado sucroenergético com pulverizador para a cana"
}