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Produção de café deve atingir recorde de 75 milhões de sacas, diz consultoria

Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] April 14, 2026
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A consultoria Safras & Mercado elevou nesta terça-feira (14/4) sua projeção da produção brasileira de café em 2026/27 de 71 milhões para 75,65 milhões de sacas de 60 quilos, que pode configurar um novo recorde. O volume representa um crescimento de 17% em relação à temporada passada. Segundo o analista de Safras & Mercado, Gil Barabach, os primeiros meses do ano foram bastante favoráveis às lavouras de café no Brasil. "Chuvas em bom volume e temperaturas mais amenas garantiram bom desenvolvimento das plantas, o que acabou se refletindo em uma carga produtiva mais elevada. Nesse contexto, não apenas as boas impressões das floradas foram confirmadas, como também acabou gerando um otimismo com a produção, traduzido em revisão para cima nos números de safra no Brasil", disse Barabach, em nota. O arábica é o principal destaque no crescimento da produção. A safra está projetada em 49,95 milhões de sacas, acima das 46,70 milhões na estimativa anterior, feira durante o pós-florada de novembro de 2025. Assim, a produção de arábica deverá crescer 29% em relação à temporada passada, que foi fortemente impactada pela seca de 2024 A produção de conilon/robusta está estimada em 25,70 milhões de sacas na temporada 2026/27, queda de 1,2% em relação ao ano anterior e recuo menor do que o inicialmente projetado (-6%). Segundo a consultoria, houve crescimento da produção em Rondônia e um desempenho acima do esperado no Espírito Santo. Initial plugin text Vendas As vendas da safra de café do Brasil do ciclo 2026/27 chegaram a 14% do potencial produtivo, informou a Safras & Mercado, com dados recolhidos até 9 de abril. O número representa um avanço de dois pontos percentuais em relação ao mês anterior, ficando em linha com o observado no mesmo período do ano passado, mas ainda abaixo da média dos últimos cinco anos, de 23%. "As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível. No caso do arábica, essa postura reflete a diferença de preços entre o mercado físico e as indicações de fixação para a safra nova, que gira em torno de R$ 270 por saca para bebida boa. Já no conilon, o foco no disponível está ligado ao elevado volume ainda na mão do produtor", disse o analista da Safras, Gil Barabach. Segundo ele, as vendas de conilon continuam bastante reduzidas, concentradas em operações de troca e em poucos negócios voltados à indústria doméstica. A comercialização atinge cerca de 7% da produção, bem abaixo da média histórica de 15% para o período. No arábica, a estimativa preliminar de vendas antecipadas gira em torno de 18% do potencial produtivo, abaixo dos 19% registrados no ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 27%. Sobre as vendas da temporada 2025/26, a Safras disse que o índice chegou a 81% da produção. No mesmo período do ano passado, as vendas alcançavam 95% da produção, enquanto a média dos últimos cinco anos fica em 91%. Para o analista da Safras, o fluxo comercial de café perdeu ritmo em março, em meio à incerteza provocada pela agitação financeira ligada ao conflito no Oriente Médio. “Enquanto os compradores reduziram o fluxo diante do cenário econômico incerto e dos riscos logísticos, os vendedores passaram a apostar em uma recuperação dos preços após as fortes perdas registradas em fevereiro. Como resultado, aumentou a distância entre as pontas. Os diferenciais elevados do café arábica brasileiro no FOB exportação também acabaram afastando a demanda", avaliou. As vendas de café arábica alcançam 83% da produção, abaixo dos 93% registrados no ano passado e da média histórica de 88% para o período. No caso do conilon/robusta, há um pouco mais de interesse de venda por parte do produtor, mas o ritmo segue lento. Já foi comercializado 77% da produção, indicando um volume significativo ainda armazenado. No mesmo período do ano passado, aproximadamente 99% da safra já havia sido vendida, frente a uma média histórica de 95%.

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