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"textContent": "\nAs exportações brasileiras de café em março somaram 3,04 milhões de sacas de 60 quilos, o que representou uma queda de 7,8% em comparação com o mesmo mês de 2025. Em receita, houve queda de 15,1% no mesmo período, para US$ 1,125 bilhão. Os dados são do relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). No acumulado dos nove primeiros meses da safra 2025/26, as exportações de café somaram 29,09 milhões de sacas, 21,2% menos que o volume registrado no mesmo período da safra anterior. Em receita, houve incremento de 2,9%, para US$ 11,43 bilhões. No primeiro trimestre de 2026, os embarques de café do Brasil totalizaram 8,46 milhões de sacas, queda de 21,2% em relação ao volume apurado no primeiro trimestre de 2025. A receita no período teve retração de 13,6%, para US$ 3,37 bilhões. De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho negativo reflete o período de entressafra da cafeicultura no Brasil e o atual cenário financeiro dos produtores. Ele observou que os cafeicultores estão capitalizados e avaliam o melhor momento para negociar os cafés que ainda possuem. “Estamos no fim de uma safra muito pequena, comparada com a média histórica, principalmente no arábica. Isso afeta as exportações e seguirá afetando até a entrada da próxima safra”, afirmou Ferreira. A colheita dos cafés conilon e robusta começam em abril e do café arábica em início em maio. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê para a nova safra um aumento de 17,1% na produção de café, par 66,19 milhões de sacas. Para o café arábica, a previsão é de um aumento de 23,3%, para 44,1 milhões de sacas. Para o conilon, a Conab estima um aumento de 6,4%, para 22,1 milhões de sacas. Ferreira acrescentou que o cenário geopolítico e logístico também teve impacto no setor. “A infraestrutura defasada nos portos do país, cujo avanço não acompanha a evolução do agronegócio, segue interferindo na capacidade de exportação, com centenas de contêineres ficando retidos nos portos aguardando embarque e gerando prejuízos milionários aos exportadores”, afirmou. Ferreira considera, no entanto, que haverá uma recuperação nas exportações com a entrada da nova safra, independentemente dos conflitos no Oriente Médio, por causa da safra maior no Brasil. “Quando se olha a produção mundial, a previsão é de produção de um excedente de 10 milhões de sacas em relação ao consumo e esse excedente virá todo do Brasil. Isso nos dá condição de recuperar participação de mercado e ganhar competitividade”, afirmou Ferreira. Essa recuperação deve se tornar evidente no segundo semestre do ano, segundo o executivo. Initial plugin text Tipos de café Em relação ao desempenho do primeiro trimestre, as exportações de café arábica somaram 6,71 milhões de sacas, o que equivale a 79,3% do total embarcado. Em comparação com o primeiro trimestre de 2024, houve queda de 25,8%. Os embarques de café solúvel somaram 963.168 sacas, com leve baixa de 1,5% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. Esse tipo de produto respondeu por 11,4% das exportações totais no período atual. Os embarques de cafés canéforas (conilon e robusta) cresceram 11% no trimestre, para 780.911 sacas. As exportações de café torrado e torrado e moído somaram 9.867 sacas, queda de 29,9%. Ainda de acordo com o Cecafé, os cafés que possuem qualidade superior, certificados de práticas sustentáveis e/ou especiais responderam por 19,1% das exportações brasileiras no primeiro trimestre, chegando a 1,62 milhão de sacas exportadas. Esse volume é 42,7% inferior ao registrado no mesmo intervalo de 2025. A receita dos cafés diferenciados foi de US$ 730,751 milhões, 37,7% menor do que o registrado nos três primeiros meses de 2025. O Porto de Santos foi o principal exportador dos cafés do Brasil no primeiro trimestre, com 6,409 milhões de sacas e representatividade de 75,7% no total. Na sequência, vieram o complexo portuário do Rio de Janeiro, que respondeu por 20,3% dos embarques ao remeter 1,716 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Paranaguá (PR), que exportou 108.293 sacas e teve representatividade de 1,3%. Recuperação As exportações de café do Brasil em 2026/27 devem se recuperar da queda dos volumes negociados na temporada anterior, segundo projeção feita pela Hedgepoint Global Markets. Os embarques do tipo arábica devem sair das 30 milhões de sacas no ciclo 2025/26 para 36,2 milhões na temporada atual, devido à maior disponibilidade esperada para a colheita deste ano. “Para a nova temporada, a estrutura do mercado ainda pode permanecer invertida, com os vencimentos mais próximos negociados acima dos de maior prazo, e os custos financeiros mais elevados tendem a levar destinos a adiar a recomposição de estoques, impactando os fluxos globais de exportação. Ainda assim, há expectativa de aumento nos embarques brasileiros, sustentada pela maior oferta”, disse a consultoria, em nota. Sobre as vendas externas do conilon, a empresa prevê o envio de 9,9 milhões de sacas, superando as 8,5 milhões do ciclo passado. No mercado interno, a safra 2025/26 registrou maior uso de conilon nos blends pelas indústrias. Segundo a consultoria, isso aconteceu devido ao diferencial de preço em relação ao arábica. Para 2026/27, a tendência inicial é de manutenção desse padrão, embora uma safra maior de arábica possa pressionar os preços da variedade nos próximos meses. Os estoques iniciais também devem ser mais elevados no caso do conilon, com produtores capitalizados e menor urgência de venda após os preços elevados observados nos últimos anos. Por fim, a consultoria disse esperar uma tendência de queda para os preços do café conilon nos próximos meses, considerando não apenas o aumento da oferta no Brasil, mas também a expectativa de maior produção em outros importantes países, como Vietnã e Uganda. “Esse cenário, no entanto, ainda depende da evolução climática, especialmente diante de um possível evento de El Niño”.",
"title": "Exportação brasileira de café recua 7,8% em março, diz Cecafé"
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