Seleção da Argentina terá patrocínio de erva-mate do Brasil na Copa do Mundo
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial]
April 12, 2026
O chimarrão, bebida enraizada na cultura da região Sul do Brasil, também está presente com força na Argentina, mas não apenas dentro da cuia. O hábito que atravessou fronteiras na América do Sul ganhou ainda mais visibilidade com a parceria entre uma empresa brasileira de erva-mate e a seleção de Lionel Messi, Emiliano Martínez e Rodrigo De Paul a dois meses da Copa do Mundo. O acordo entre a centenária Baldo, sediada em Encantado (RS), e a Associação do Futebol Argentino (AFA) prevê a exposição da nova patrocinadora em ações institucionais da equipe e ativações com os jogadores comandados por Lionel Scaloni, reforçando a estratégia de internacionalização. Fundada em 1920 pelos irmãos João, Antônio e Luiz, filhos de imigrantes italianos, a Baldo iniciou a produção de erva-mate de forma artesanal e migrou para o modelo industrial na década de 1970. A entrada no mercado argentino aconteceu em abril de 2024. A Argentina é considerada um mercado-chave para o crescimento da marca, uma vez que o consumo local de erva-mate supera 270 milhões de quilos por ano, segundo dados do Instituto Nacional de la Yerba Mate (INYM). Parceria marca avanço da Baldo no mercado argentino, que consome mais de 270 milhões de quilos de erva-mate por ano Baldo/Divulgação “Trouxemos o melhor da tradição brasileira da erva-mate para o país, buscando oferecer uma experiência superior, e a resposta do mundo do futebol foi imediata. O fato de uma erva-mate de origem brasileira ter se tornado patrocinadora oficial da Seleção Argentina é um marco histórico e o selo definitivo do nosso crescimento. A Baldo se orgulha de ser a marca escolhida pelos campeões mundiais”, diz Rodrigo Durán, diretor de marketing e comunicação da empresa. Leia também Copa do Mundo anima setor de carnes premium, que aposta em mais churrascos durante os jogos Brasil começa a cultivar grama que será usada na Copa do Mundo de 2026 Erva-mate fatura mais de R$ 1 bi e pode ter novo ciclo de crescimento no Paraná
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