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  "textContent": "\nQuem costuma incluir cenoura na salada ou em outras preparações já sentiu no bolso: a hortaliça ficou mais cara nas gôndolas de feiras e supermercados pelo Brasil. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados na última sexta-feira (10/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a alta entre fevereiro e março foi de 28,08%. O aumento está inserido em um contexto mais amplo de pressão inflacionária. No mesmo período, o grupo “Alimentação e Bebidas” também registrou alta, passando de 0,26% para 1,56%, o que influenciou o resultado geral da inflação em 0,88%. A explicação para a disparada da cenoura começa no campo e está ligada à combinação entre a menor oferta e os problemas causados por eventos climáticos extremos nos primeiros meses de 2026. Leia também: Os 10 'superalimentos' que não podem faltar na sua dieta, segundo nutricionistas Por que a cenoura é laranja? Saiba como vegetais mudaram ao longo do tempo Na reta final de 2025, o comportamento dos preços esteve dentro do esperado e chegou a registrar queda em novembro e dezembro, como mostram dados do IBGE na tabela abaixo. Março/2026: 28,08% Fevereiro/2026: 0,58% Janeiro/2026: 9,94% Dezembro/2025: -2,35% Novembro/2025: -5,04% Outubro/2025: 1,22% “As chuvas reduziram a oferta de raízes de qualidade superior e o excesso hídrico provocou deformidades e a chamada ‘mela’, elevando o patamar de preços. No Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), o item encerrou o período cotado a R$ 4,19 o quilo, com variação de preço de +32,9% nos últimos 12 meses”, explica a equipe da Seção de Economia e Desenvolvimento da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). A “mela” é um dos sintomas desencadeados pela podridão mole, principal doença pós-colheita das cenouras cultivadas durante o verão. As bactérias causam o apodrecimento do alimento devido às altas temperaturas e à umidade elevada, geralmente a partir de ferimentos ocorridos na colheita, transporte ou na limpeza, o que compromete a comercialização. Neste caso, com menos cenouras saudáveis, o preço aumenta para o consumidor. O que mais subiu? A cenoura não foi a única hortaliça a pressionar a inflação entre fevereiro e março. Outras também apresentaram alta no carrinho de compras: Abobrinha (23,56%); Tomate (20,31%); Cebola (17,25%); Feijão-carioca (15,40%); Batata-doce (13,41%); Batata-inglesa (12,17%).",
  "title": "Preço da cenoura subiu quase 30% em um mês; entenda por quê"
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