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Cacau sobe 2% em Nova York após recuo do dólar

Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] April 10, 2026
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Mantendo a oscilação vista durante toda a semana, os preços do cacau voltaram a subir na bolsa de Nova York depois de registrarem queda na última sessão. Os contratos para maio fecharam em alta de 2,69% nesta sexta-feira (10/4), negociados a US$ 3.327 a tonelada. A combinação de fatores macroeconômicos e demanda direcionaram a valorização da amêndoa nesta sexta. As negociações sobre um cessar-fogo no Oriente Médio favoreceram recuo nos valores do dólar no exterior, aumentando o apetite dos investidores por ativos de risco, como é o cacau. O cacau subiu também após indicação que a Costa do Marfim, maior produtor mundial, finalmente irá destravar as vendas de seus estoques. Segundo informações da Reuters, o governo da Costa do Marfim confirmou a aquisição de 23,8 mil toneladas de cacau. O anúncio ocorre em um momento em que as reservas acumulavam altos volumes, diante da diferença observada nos preços na Costa do Marfim e na bolsa de Nova York. Suco de laranja O suco de laranja registrou alta na bolsa de Nova York, após o Brasil – maior exportador mundial de suco – terminar a safra 2025/26 com a colheita da fruta abaixo das expectativas iniciais. Os lotes para maio subiram 1,88%, cotados a US$ 1,9745 a libra-peso. O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) disse hoje que o Brasil colheu 292,94 milhões de caixas de 40,8 kg em 2025/26. Esse volume é 26,9% maior que a temporada 2024/25, de 230,87 milhões de caixas, mas ficou 6,9% abaixo da projeção inicial, de 314,60 milhões de caixas, divulgada em maio de 2025. Segundo o Fundecitrus, o déficit hídrico ao longo do ciclo, e o efeito da alta incidência de greening, associados à colheita mais tardia do que o habitual, contribuíram para a redução do peso dos frutos e para o aumento da taxa de queda em relação à estimativa inicial. Café O café fechou a sessão com preços em alta, também impactado pelo comportamento do dólar. Os contratos do arábica com entrega para maio subiram 2,18%, para US$ 3,0010 a libra-peso. Em tendência de queda devido às perspectivas para a safra brasileira, o grão foi direcionado para o campo positivo pela desvalorização da moeda americana. Esse quadro tende a reduzir o apetite das exportações de café do Brasil, maior fornecedor mundial do tipo arábica. Açúcar O açúcar voltou a registrar preços mais baixos na sessão desta sexta, mesmo após queda de 2,18% na véspera. Os contratos do demerara para maio fecharam em baixa de 1,22%, a 13,75 centavos de dólar a libra-peso. Algodão O preço do algodão registrou leve queda na em Nova York. Os contratos para maio caíram apenas 0,05%, para 73,22 centavos de dólar por libra-peso.

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