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Soja avança em Chicago com melhora do cenário macro e alta do farelo

Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] April 10, 2026
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A soja encerrou a sessão desta sexta-feira (10/4) na bolsa de Chicago com preços em alta reagindo a fatores do cenário macro. Os lotes com entrega para maio se valorizaram 0,90%, para US$ 11,7575 o bushel. Segundo análise de Ênio Fernandes, analista da Terra Agronegócios, a soja fechou em elevação devido a sinais mais claros de um cessar-fogo no Oriente Médio. Esse panorama derrubou os valores do dólar no cenário externo, e aumentou o apetite dos investidores por ativos de risco. “Não só Chicago, mas outros ativos de risco também reagiram hoje com a notícia de que a guerra deve entrar em stand-by. O dólar mais fraco também tende a reduzir as exportações do Brasil, e isso ajuda a explicar a alta nas cotações”, detalha Fernandes. Ainda de acordo com ele, o início da safra 2026/27 nos EUA é mais um fator positivo para a soja. Isso porque o plantio de milho já teve início no país e começou adiantado. “Podemos ver uma ‘briga’ por área entre produtores de soja e de milho nos EUA. Recentemente, a relação de preços ficou pior para quem vai investir na soja, e à medida que o plantio de milho andar cada vez mais rápido, a soja pode continuar subindo de preço”, pontua o analista. Também pesou para a soja a alta do farelo, que subiu mais de 4% na sessão com prognósticos de demanda firme pelo produto dos EUA. Milho O dia foi de leve oscilação para os preços do milho na bolsa de Chicago. Os lotes com entrega para maio recuaram 0,68%, a US$ 4,41 o bushel. Além do plantio mais acelerado no início da campanha 2026/27 nos EUA, o clima nos próximos dias deve beneficiar o andamento dos trabalhos no país. Trigo Nos negócios do trigo em Chicago, os contratos para maio fecharam em baixa de 0,61%, para US$ 5,71 o bushel. O mercado ainda sente resquícios do último relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que elevou sua projeção para a oferta mundial, após o desempenho favorável em grandes produtores do cereal, como Rússia, União Europeia e Argentina.

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