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"publishedAt": "2026-04-10T20:57:50.000Z",
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"textContent": "\nO empresário Celso Fruet, de 72 anos, proprietário da Cerealista Fruet, do Paraná, foi condenado a 16 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em regime inicial fechado. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Estado e foi condenado pela Justiça, nesta sexta-feira (10/4), por 124 crimes de estelionato contra produtores rurais no município de Campo Bonito, no oeste do Paraná. O empresário estava preso preventivamente desde novembro, e teve a prisão mantida na sentença condenatória. Na denúncia, o MP apontou que Fruet teria obtido enriquecimento ilícito de R$ 20,3 milhões após ter fechado a cerealista em julho de 2025 sem ter feito o pagamento pelos grãos recebidos. Ele ficou foragido desde então, até ser localizado pela polícia e preso. Além da reclusão, o empresário foi condenado a pagar R$ 23,8 milhões às vítimas pelos danos causados, além de uma multa de R$ 959,6 mil, equivalente a 592 salários mínimos. “A prisão dele é a justiça sendo feita”, comemora Silvana Alves, uma das produtoras lesadas pela cerealista Fruet. Ela conduz junto com o pai e irmãos duas áreas rurais que somam 400 hectares, em Guaraniaçu e Campo Bonito, e mantinha na empresa 40% da produção de soja. Silvana diz que ela e os outros agricultores esperam ser ressarcidos das perdas financeiras. “Nós ficamos no prejuízo. Pessoas idosas, que contavam com esse dinheiro para sobrevivência e que tiveram que recorrer a economias de anos, ficaram nessa situação”. O Ministério Público do Paraná denunciou o réu em 10 de outubro de 2025, por meio da Promotoria de Justiça de Guaraniaçu. Fruet era proprietário de uma empresa cerealista e, mesmo após vender o negócio para uma cooperativa agrícola da região, continuou negociando grãos com vários agricultores, adquirindo e recebendo mercadorias sem realizar os respectivos pagamentos. Com os golpes, ele teria obtido enriquecimento ilícito de mais de R$ 20 milhões. Conforme apurado pela reportagem, Fruet possuía o negócio há cerca de 30 anos, armazenando nos silos de sua propriedade sacas de soja e trigo. Os produtos eram comercializados por ele, com os pagamentos feitos posteriormente aos produtores rurais. Porém, em 6 de junho do ano passado, ele assinou contrato de venda da empresa sem que a transação fosse comunicada aos produtores dos grãos. Para a promotora de Justiça Ana Carolina Lacerda Schneider, as ações do empresário deixaram claro que ele agiu com o dolo da prática de estelionato. “Simplesmente desapareceu, sem prestar satisfação para os credores e sem propor qualquer tipo de acordo”. As vítimas descobriram o golpe no mês seguinte, quando, ao se deslocarem até o estabelecimento comercial do denunciado, descobriram que ele havia encerrado as atividades da empresa e que o local havia sido vendido. A reportagem entrou em contato com o advogado Roberto Brzezinski Neto, que representa o empresário condenado, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.",
"title": "Empresário que aplicou golpe em produtores rurais é condenado a 16 anos de prisão no Paraná"
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