Soja recua em Chicago de olho em aumento de área nos EUA
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial]
April 7, 2026
As perspectivas para a safra de soja nos EUA deram o tom negativo para as cotações na bolsa de Chicago. Os contratos futuros para maio fecharam em baixa de 0,73%, negociados a US$ 11,5825 o bushel. Análise da Céleres Consultoria destaca que existe tendência de queda para as cotações em razão do aumento da área plantada nos Estados Unidos. A área em solos americanos deve crescer 4,3% em 2026/27, com mais de 38 milhões de hectares. “Apesar da recente volatilidade em Chicago, a visão para os preços globais ainda é de baixa. A conjuntura reforça uma alta formação de estoques globais, especialmente para a soja”, destacou a Céleres, em boletim. Em meio à expectativa de novas quedas para a oleaginosa, a consultoria lembra que os produtores devem aproveitar os movimentos de alta que possam ocorrer no mercado internacional. “O mercado climático e os desdobramentos geopolíticos seguem como os principais vetores de volatilidade e sustentação na bolsa de Chicago e podem apresentar oportunidades pontuais no ciclo de baixa para os que estamos vendo”. Milho Um plantio de milho mais adiantado nos EUA provocou queda nos preços do cereal em Chicago. Os lotes com entrega para maio fecharam em baixa de 1,10%, a US$ 4,49 o bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem os primeiros dados da safra 2026/27 de milho no país. O plantio começou adiantado, e chegou a 3% da área, superando os 2% plantados nessa mesma época do ano passado. Esse é o mesmo índice registrado na média dos últimos cinco anos. Trigo O trigo fechou a sessão na bolsa de Chicago com preços em leve alta com novos dados sobre o desenvolvimento da safra nos EUA. Os contratos para maio subiram 0,46% US$ 5,98 o bushel. As cotações subiram após o Departamento de Agricultura americano apontar piora nas condições das lavouras do país. Ontem, o departamento disse que 35% da safra de inverno está em boas e excelentes condições. Um ano atrás, esse percentual chegava a 48%.
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