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"textContent": "\nA JBS vai inaugurar nesta quarta-feira (1º/4), em Florianópolis (SC), um centro de pesquisa dedicado ao desenvolvimento de proteína cultivada. O JBS Biotech foi estruturado para atuar desde a pesquisa até a escala industrial no mercado de suplementos proteicos construídos em laboratório a partir de células semelhantes a do tecido muscular animal. Os planos da multinacional para a sua divisão de biotecnologia é avançar na pesquisa e desenvolvimento (P&D) para produzir “superproteínas” com características específicas. Segundo Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, “não é carne, e sim proteína cultivada”. A biotecnologia produzida em laboratório é um ingrediente de suplementação alimentar que vai ser parte de shakes, barras de cereais e ser incrementado em produtos da JBS. Além disso, Tomazoni afirma que o objetivo da JBS Biotech é acelerar provas de conceito e abrir caminhos para futuras aplicações em escala industrial. O novo complexo conta com mais de 20 laboratórios instalados em quatro mil metros no Sapiens Parque, local reservado para empresas desenvolverem projetos voltados à inovação. A iniciativa será liderada pela engenheira química Fernanda Berti, pós-doutora pelo Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa. Há quatro anos, a JBS anunciou o investimento de US$ 100 milhões para entrar no segmento de proteína cultivada, com duas construções previstas: o centro de biotecnologia em Florianópolis e a primeira fábrica de proteína cultivada da BioTech Foods na Espanha, empresa que a multinacional é sócia majoritária. Além disso, segundo Fernanda Berti, CEO da JBS Biotech, US$ 37 milhões desses US$ 100 milhões foram destinados à fábrica no Brasil. A especialista afirma que o centro de pesquisa desenvolve tecnologia e não o “produto acabado”, ou seja, são proteínas funcionais e ingredientes bioativos que complementam o que a JBS já produz. “Estamos entrando em uma nova fronteira, em que é possível entender o potencial dos alimentos proteicos em nível molecular e desenvolver soluções com características nutricionais e funcionais sob medida para diferentes necessidades dos consumidores”, afirma Berti. O mercado global de suplementos proteicos foi estimado em US$ 30 bilhões em 2025 e deve alcançar US$ 63 bilhões até 2033, com crescimento anual médio de 10,3% entre 2026 e 2033, segundo a consultoria americana de pesquisa de mercado Grand View Research. O estudo indica que há um impulso pela conscientização sobre saúde e bem-estar da população em evidente crescimento. Tomazoni enxerga que o comportamento do consumidor está focado em mais longevidade e qualidade de vida. “Agora temos as canetas que é uma tecnologia médica, e tem mudado o comportamento do consumidor. É um grupo de consumidores que está buscando uma nutrição de precisão avançada”.",
"title": "JBS inaugura centro de pesquisa para produzir “superproteínas”"
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