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  "textContent": "\nA Ecotrace, startup brasileira oferece serviços de rastreabilidade no agro, abriu uma nova rodada de investimento, na qual pretende levantar entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões. A agtech planeja usar os recursos para abrir escritórios na Europa e no Oriente Médio, regiões que importam grande parte de produtos brasileiros que a empresa rastreia. Essa vai ser a sexta rodada de investimentos da empresa, que está em operação há oito anos. Nas cinco anteriores, a startup atraiu, ao todo, R$ 11,2 milhões. Neste ano, além da rodada de investimento, a agtech vai trabalhar também na expansão de seus negócios no mercado halal, em que o abate dos animais segue os preceitos islâmicos. Em 2024, a Ecotrace investiu R$ 6 milhões para criar a subsidiária Ecohalal, que atende o mercado de bovinos e aves com certificação halal. O conflito no Oriente Médio não afasta a empresa de sua aposta no mercado halal, segundo Flavio Redi, o presidente executivo (CEO) da Ecotrace. Para ele, ainda é cedo para mensurar os impactos do conflito na região sobre os negócios da empresa. No ano passado, a agtech rastreou 39 milhões de bovinos e 112 milhões de aves no Brasil. O executivo também enxerga espaço para ganhar mercado em outros segmentos em que já atua, como couro e algodão. Na prática, a Ecotrace opera como uma plataforma que integra dados ambientais, trabalhistas e produtivos para garantir a rastreabilidade da commodity, desde a origem até o embarque ou o varejo. O processo começa na verificação da origem da produção, explica Redi. A empresa checa se a área fornecedora está regular do ponto de vista ambiental e se os produtores cumprem a legislação trabalhista. No caso de um lote de 40 mil frangos, por exemplo, o sistema verifica se não há vínculo com áreas desmatadas ou com fornecedores incluídos em listas de trabalho escravo, exemplifica o executivo. Depois, um laudo é publicado no blockchain, e todo produto feito a partir daquele lote terá seu histórico descrito em um QR Code na embalagem do produto na gôndola do supermercado. “Cada commodity tem protocolo específicos para seguir”, explica Redi. No caso dos bois, o CEO explica que os lotes de exportação à Europa exigem brincagem, o que garante a rastreabilidade de cada cabeça de gado. Mas, em geral, os animais também são analisados por lotes. Initial plugin text Desde a criação da Ecohalal, há dois anos, a agtech passou a rastrear carnes de boi e aves destinadas ao mercado halal. Redi enxerga 2026 como um ponto de virada para avançar neste mercado estimado em US$ 2,9 trilhões, segundo a consultoria de mercado IMARC Group. Em 2025, a Ecotrace emitiu mais de 46 mil certificados halal. Redi explica que cada certificado é um embarque para exportação. No método halal, uma oração antecede o abate do animal, que tem ser feito por um muçulmano treinado. De acordo com o executivo, a tecnologia criada pela Ecotrace substitui os controles realizados de forma manual e que poderiam comprometer a credibilidade do processo halal. Além do avanço no mercado de proteínas, Redi anunciou que pela primeira vez a Ecotrace vai rastrear grãos com uma parceria para monitorar o feijão da Kicaldo. Há dois anos, havia a pretensão de chegar ao mercado de café, mas houve uma mudança de rota. “Estamos focados em ganhar participação nos mercados que já atuamos”. O executivo prevê um crescimento de 20% a 30% em 2026, com a pretensão de atingir cerca de R$ 60 milhões de faturamento até 2028. A Ecotrace faturou R$ 7 milhões em 2023. A companhia não informou qual foi sua receita em 2024 e 2025.",
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