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"textContent": "\nA nostalgia, sentimento que conecta passado e presente resgatando memórias afetivas, aparece como forte tendência da floricultura em 2026, destacando espécies tradicionais e valorizando jardins com identidade afetiva. Assim como como universo da gastronomia a “comida da vovó” está em alta por trazer aquela sensação de conforto, o “jardim da vovó”, traduz o mesmo sentimento. A Globo Rural visitou a Cooperativa Veiling, em Holambra (SP), para conversar com produtores e paisagistas sobre o assunto e conhecer as flores que vem ganhando espaço nas casas brasileiras. “Dálias exuberantes, cravinas delicadas, mini rosas e até as simples onze-horas, comuns em quintais brasileiros, voltam ao protagonismo em arranjos e projetos paisagísticos. A orquídea Cattleya, símbolo clássico da flora nacional, também reaparece com força, evocando tradição e memória”, explica Hélio Junqueira, consultor de tendências da Cooperativa Veiling. Para ele, mais do que estética, as pessoas estão buscando conexão, seja com suas origens, com sua infância, ou com a natureza. Hélio Junqueira, consultor de tendências da Cooperativa Veiling Maria Emília Zampieri Stéphanie Ruiter, diretora da Lisa Flora, de Holambra, explica que aqueles que estiverem interessados em seguir a tendência em casa, têm opções para diversos tipos ambientes e necessidades de cuidados. “As cravinas, geralmente vendidas e cultivadas em pequenos vasos, estão sendo encontradas em grandes redes de supermercados e até lojas pet. Cabe destacar que após deixar a flora, essas flores têm vida útil de cerca de 14 dias, então fique atento para comprar flores novas. Depois que as flores murcharem, cuide da muda, pois ela florescerá novamente”, destaca. As cravinas (Dianthus chinensis) preferem sol pleno ou meia-sombra, em clima mais ameno e não gostam de solo enxarcado (regue de forma moderada, somente com o solo estiver seco na superfície). Retirar as flores murchas estimula a floração. As dálias (Dahlia spp) preferem solos mais profundos e clima ameno. É possível cultivá-las em vasos grandes, mas o ideal é plantá-las no jardim. Gostam de sol pleno e rega média, que mantenha o solo úmido, sem enxarcar. “É importante manter o tutoramento para dar suporte às variedades mais altas. O corte das flores velhas estimula novas florações e após a floração pode-se retirar e armazenar tubérculos que darão novas mudas”, explica a produtora. Stéphanie Ruiter, diretora da Lisa Flora Maria Emília Zampieri Já as onze-horas (Portulaca grandiflora), é indicada para aqueles que buscam espécies de fácil cultivo, aponta Stéphanie. “Trata-se de uma planta extremamente rústica e indicada para iniciantes, apesar da aparência delicada. Gosta de sol pleno, que é fundamental para florescer bem. A rega é de baixa frequência, pois a planta é resistente à seca\". Para aqueles que optarem pelas mini rosas para ambientes internos ou plantio no jardim, há inúmeras novidades: das mini rosas com aroma de limão siciliano até variedades com floração duplas (mais pétalas a cada flor) e novas cores, como uma nuance em tons pêssego. Elizabeth Isidorus, da Isidorus Flores, também de Holambra, dá algumas dicas para aqueles que optarem pelas mini rosas. “A planta precisa ser alocada em local que pegue sol pleno da manhã e contar com rega média, que mantenha o solo úmido, mas não enxarcado. Quando uma rosa murchar, faça a pode entre 3 cm e 4 cm abaixo do botão a ser retirado. No inverno, pode ser realizada uma poda maior. A adubação deve ser mensal”, indica. Para aqueles que gostam do cheiro das rosas, vale a dica: elas exalam mais aroma no calor. “Isso porque o aroma das rosas é gerado por óleos essenciais, compostos líquidos e voláteis, que precisam do calor para exalarem da flor”, explica.",
"title": "Nostalgia dá o tom das tendências da floricultura em 2026"
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