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  "textContent": "\nA Caramuru, empresa que processa grãos e produz farelo e óleo de soja, biodiesel e insumos para a indústria, registrou lucro líquido de R$ 78,6 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 52,2% em relação a igual período de 2024, informou a companhia em comunicado de resultados. No ano de 2025, no entanto, o lucro líquido chegou a R$ 570,8 milhões, mais que o dobro (109,8%) do valor de R$ 272,1 milhões contabilizados no ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado no último trimestre de 2025 caiu 62,6%, para R$ 55,47 milhões. Já no consolidado do ano, cresceu 94,7%, atingindo R$ 812,46 milhões. Leia também: Lucro líquido da 3 tentos subiu 6,9% em 2025, para R$ 808,7 milhões Lucro da Yara disparou em 2025 com vendas maiores e redução de custos A receita líquida apurada no intervalo de outubro a dezembro aumentou 9,8%, para R$ 2,112 bilhões. No ano, o incremento foi de 12,2%, com um total de R$ 8,158 bilhões. “O ano de 2025 foi um ano estelar”, disse o diretor presidente, financeiro e de relações com investidores da companhia, Marcus Thieme, em entrevista ao Valor. Uma combinação de fatores contribuiu para a melhora dos resultados, explica o executivo. Um deles foi a intensificação da produção de concentrado proteico de soja (SPC, na sigla em inglês) transgênico, um tipo de farelo, na planta de Itumbiara (GO), que começou de forma incipiente em 2024, e a exportação do produto para mercados antes não explorados pela companhia, como o Chile. O país vem importando o SPC de soja transgênica para uso na produção de salmão, de acordo com Thieme. “Esse mercado chileno nós não explorávamos. Começamos a abrir também outros mercados, como Turquia, Grécia, um pouco do Sudeste Asiático, para o farelo transgênico, o SPC transgênico”, disse ele. A companhia também vendeu no ano passado volume 6,5% maior de biodiesel a um preço médio 11,2% mais alto, em razão do aumento do porcentual da mistura do biodiesel no diesel, de 14% (B14) para 15% (B15) no segundo semestre do ano, que contribuiu para a valorização do biocombustível e para maiores margens, segundo Thieme. Conforme o comunicado de resultados, a margem bruta das vendas de biodiesel pela Caramuru no ano passado ficaram em 27,7%, sem incluir as vendas de glicerina e a receita proveniente dos Créditos de Descarbonização (CBios), que elevam a margem bruta do segmento de biocombustíveis para 31,6% — a maior entre as áreas de atuação da empresa atua. O lucro bruto do segmento de biocombustíveis, de R$ 848,96 milhões, correspondeu a 85,7% do lucro bruto total apurado pela companhia no ano passado, de R$ 991 milhões, segundo o comunicado. Outros fatores que impulsionaram o Ebitda e o lucro líquido em 2025 foram o aumento dos preços de venda de outros produtos, como óleo de soja, milho e girassol (+12,9%), SPC não transgênico (+10,8%) e glicerina refinada (+52,6%). Favoreceu ainda o crescimento nos volumes comercializados de óleo de soja, milho e girassol (+37,7%), glicerina refinada (+16,5%) e SPC transgênico (+79,0%). A empresa também se beneficiou de melhores margens de processamento, ao travar antecipadamente na Bolsa de Chicago vendas futuras de óleo e farelo antes do início da guerra comercial estabelecida pelos Estados Unidos, que tornou o mercado mais volátil e reduziu as margens, conforme o executivo. Projeção para 2026 A Caramuru deve continuar crescendo em 2026, depois de dobrar a capacidade de produção de óleo de soja na planta de Ipameri (GO), para 3 mil toneladas por dia, e com os planos de expandir as exportações de farelo transgênico para Chile e novos mercados. Os volumes vendidos de biodiesel também podem crescer, a depender da implementação da mistura de 16% do biocombustível no diesel. Mas o ambiente para os negócios em 2026 se mostra mais desafiador, pondera Thieme. A preocupação se concentra, especialmente, no aumento dos custos logísticos, decorrente da alta do petróleo provocada pela guerra no Irã. Entre os planos para o ano, estão aumentar o processamento de soja em cerca de 20%, de aproximadamente 2 milhões de toneladas no ano passado para 2,4 milhões de toneladas em 2026, disse o executivo. A companhia também pretende mais que dobrar o volume de vendas do farelo transgênico, que vai para o Chile e outros países, para até 80 mil toneladas. Em 2025, o volume comercializado foi da ordem de 30 mil toneladas, conforme Thieme. A demanda pelo farelo não transgênico, consumido principalmente pela Noruega, além de outros países europeus, com vistas à produção de salmão, também deve aumentar, estima o diretor presidente da Caramuru. A perspectiva é chegar a 160 mil toneladas em 2026, acima das 134 mil toneladas de 2025, disse ele. Com ambos, a companhia consegue obter preços acima das cotações do farelo padrão, negociado na Bolsa de Chicago. “2026 será um ano bom, mas talvez um pouco mais difícil do que 2025. Porém nos preparamos para isso”, afirmou Thieme, citando a captação no fim do ano passado US$ 200 milhões junto a bancos internacionais e a emissão no início deste ano de um Certificado de Recebível do Agronegócio (CRA) de R$ 600 milhões. “A empresa está bastante preparada com um resultado bastante sólido”, continuou. A Caramuru encerrou 2025 com dívida líquida 0,7% menor do que ao fim de 2024, em R$ 1,213 bilhão, diminuindo a alavancagem em 49%, para 1,49 vezes, em comparação a 2,93 vezes ao fim de 2024. O executivo também vê margem Ebitda em 2026 um pouco abaixo da apurada no ano passado, considerada histórica, de 10%. “Deve ser um pouquinho abaixo disso mas acima da média dos últimos cinco anos. E devemos, sim, ter uma receita um pouco maior, porque vamos processar mais soja”, afirmou. No comunicado, a companhia afirma que manterá em 2026 o foco em investimentos estratégicos para a diversificação dos negócios e modernização da infraestrutura logística. Entre os quais, a parceria com a Biocen para a construção da indústria de etanol de milho em Nova Ubiratã (MT), a conclusão do terminal logístico Via Maris, em Itaituba (PA), no início de segundo semestre de 2026, em parceria com a 3 Tentos, e a construção de um novo Armazém em Silvânia (GO), com capacidade estática de 60 mil toneladas.",
  "title": "Lucro líquido da Caramuru cai no quarto trimestre de 2025, mas dobra no ano"
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