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Gestão integrada de energia, gás e água avança no campo e melhora eficiência no agronegócio

Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] March 20, 2026
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Responsável por cerca de 24% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), o agronegócio enfrenta um cenário cada vez mais desafiador, marcado por margens apertadas, custos voláteis e exigências crescentes por eficiência e sustentabilidade. Nesse contexto, a gestão de utilities como energia, gás e água, ganha protagonismo. Essenciais para a operação no campo, esses insumos ainda são, em muitos casos, tratados de forma isolada, o que pode gerar ineficiências e perda de competitividade. A Lux Energia, empresa especializada em soluções de eficiência, gestão e armazenamento energético, aposta em uma abordagem integrada para mudar esse cenário. Por meio da plataforma neXus, a empresa oferece soluções modulares que combinam gestão energética, monitoramento, automação e acesso a mercados mais competitivos, como o mercado livre de gás. "O produtor rural trabalha com ciclos longos e margens sensíveis. Quando ele trata utilities de forma fragmentada, perde oportunidades importantes de ganho. A gestão integrada permite olhar para tudo isso de forma estratégica", afirma Gustavo Sozzi, CEO da Lux Energia. Segundo o executivo, o diferencial está na continuidade da gestão, e não em ganhos pontuais. "Não adianta buscar apenas desconto na contratação. O valor real está na gestão ao longo do tempo com auditoria de faturas, automação de processos e acompanhamento constante dos indicadores", explica. Entre as soluções disponíveis estão o monitoramento em tempo real do consumo, a automação de sistemas, a entrada no mercado livre de gás, projetos de água com modelo CAPEX zero e armazenamento de energia por baterias, alternativas que permitem maior previsibilidade e eficiência operacional. A geração fotovoltaica distribuída também integra o portfólio, mas com uma abordagem diferente da tradicional. "A energia solar não deve ser tratada como um produto isolado. Ela precisa fazer parte de uma estratégia maior de gestão energética. Caso contrário, o produtor pode não capturar todo o potencial de ganho", destaca Sozzi. Além da eficiência operacional, a pressão por práticas sustentáveis também impulsiona a adoção de soluções mais estruturadas. Certificações como I-REC, que comprovam o uso de energia renovável, e inventários de emissões de carbono tornam-se cada vez mais relevantes, especialmente para produtores que exportam. Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), indicam que exigências ambientais já impactam diretamente o acesso a mercados internacionais, reforçando a necessidade de adequação às práticas ESG. "O ESG deixou de ser tendência e virou exigência de mercado. O produtor que não se adaptar pode perder competitividade, principalmente no cenário internacional", afirma o CEO. Com sete anos de atuação e modelo de gestão que, segundo a empresa, captura em média mais de 20% de valor acima do mercado, a Lux Energia aposta que a profissionalização da gestão de utilities é o próximo movimento do agronegócio brasileiro. "O campo é extremamente eficiente na produção. O próximo salto está na gestão", conclui Sozzi.

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