{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreie5vurwjun4j3n5x3x2qz2pi74upo343i5dsrmswvuu7xcokga6je",
    "uri": "at://did:plc:fi6ft2rjjxnr5a5bbljvn7of/app.bsky.feed.post/3mgs3nph5tff2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreiflyxnisaqeblx5glkeibuuinbhbxmigfmz4rncwg3rd2i3bgicce"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 645870
  },
  "path": "/politica/noticia/2026/03/bancada-ruralista-defende-reformulacao-do-plano-safra.ghtml",
  "publishedAt": "2026-03-11T14:02:53.000Z",
  "site": "https://globorural.globo.com",
  "tags": [
    "globorural"
  ],
  "textContent": "\nDurante sessão solene na Câmara dos Deputados nesta quart-feira (11/3), o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), e a vice-presidente, senadora Tereza Cristina (PP-MS), defenderam a reformulação do Plano Safra e a elaboração de uma lei espelhada na Farm Bill americana, com planejamento plurianual e mais previsibilidade. \"Fomos para todos os lados, para vários lugares do mundo, para mudar a realidade do financiamento da safra. Chega de ter Plano Safra em julho, com orçamento já defasado. Vamos buscar uma Farm Bill brasileira, um plano plurianual com previsibilidade e que vença gargalos políticos. Que consigamos perpassar os períodos de governo, para que financiamento não seja política de governo, mas de Estado\", disse Lupion. \"Temos que ter atenção ao crédito. O modelo do Plano Safra está ultrapassado. Temos que encontrar um modelo que dê garantia ao produtor rural que ele tenha acesso ao crédito e seguro\", completou Tereza Cristina. Em momento de alta no endividamento rural e de queda no acesso aos financiamentos por linhas tradicionais do Plano Safra, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a defesa por mudanças no modelo de política agrícola para concessão de crédito ao campo. Efeitos da guerra no Oriente Médio Os dirigentes da FPA também que a guerra no Oriente Médio vai impactar nos custos de produção do setor agropecuário e cobraram medidas do governo federal para atenuar o cenário. Segundo a senadora Tereza Cristina, a guerra já impacta no preço e na disponibilidade de óleo diesel, e esse é apenas o primeiro dos problemas decorrentes do conflito. \"Temos a venda de milho para o Irã, nossos fertilizantes, que somos tão dependentes quanto de óleo diesel (...) Isso é custo de produção que vai aumentar e temos preços muito baixos de nossas commodities. O custo não vai fechar\", completou. Pedro Lupion disse que os problemas geopolíticos são \"gravíssimos\" e disse que é preciso uma solução para o desabastecimento de óleo diesel relatados pelos produtores no campo. \"Qual vai ser nosso caminho em relação ao óleo diesel, ao desabastecimento, com o Estreito de Ormuz fechado. Mesmo com investimentos em refinarias, infelizmente elas não servem ao Brasil e não resolvem o problema de que 30% do diesel é importado\", relatou. \"A solução está no agro, que faz toda biomassa virar combustível que vai para os tanques dos automóveis\", completou. O setor tem defendido aumento das misturas obrigatórias de biodiesel ao diesel e do etanol à gasolina. A reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que poderia decidir sobre o tema, prevista para esta quinta-feira (12/3), foi cancelada.",
  "title": "Bancada ruralista defende reformulação do Plano Safra"
}