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  "textContent": "\nA abertura da Expodireto Cotrijal, nesta segunda-feira (9/3), em Não-Me-Toque (RS), foi marcada por protestos de produtores rurais. Vestindo camisetas estampadas com a frase “luto pelo agro”, os agricultores andaram pelo parque da feira carregando cruzes e um caixão. Houve pedidos de uma solução para o endividamento rural, acumulado por perdas em safras agrícolas desde 2020, e também críticas à cobrança de royalties da soja por empresas de biotecnologia. Dentro do parque da Expodireto, os manifestantes passaram pelos estandes de empresas de sementes e de instituições financeiras, entregando documentos com as demandas e coroas de flores nos estandes do Banco do Brasil, Banrisul e Sicredi. Já durante a cerimônia de abertura, o caixão e as cruzes foram colocados em frente ao palco das autoridades. “O agro não está morrendo porque se reinventa, mas o produtor gaúcho está morrendo. Ele está ficando sem condições de manter o seu negócio e ele não consegue captar recursos nos bancos porque está com o CPF negativado. E nossa principal reivindicação, o PL 5122/23, que trata da securitização das dívidas, está parado no Senado”, destaca Graziele de Camargo, coordenadora do movimento SOS Agro RS, que participou do protesto. Graziele também lamentou a ausência do governo federal na feira para ouvir as demandas dos produtores. Esta foi a terceira vez em 26 edições que a abertura da Expodireto não contou a presença de um representante do Executivo nacional. Em 2025, Carlos Fávaro, da Agricultura, e Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, já não estiveram presentes. Em 2022, a então ministra da Agricultura, Tereza Cristina, também não compareceu. Críticas aos royalties Entidades ligadas ao agronegócio gaúcho já divulgaram posição contrária ao atual modelo atual de cobrança de royalties de biotecnologia na soja. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) contestou na justiça o que chamou de \"práticas abusivas na cobrança de royalties sobre tecnologias na produção de soja\". A entidade explicou que quer garantir transparência nos contratos e assegurar que a remuneração às empresas de biotecnologia ocorra dentro dos limites da lei. Para a federação, falta clareza nas informações aos produtores. \"Muitos agricultores são orientados a pagar por hectare, quando, na prática, a cobrança considera a produção, com referência de 66 sacas por hectare\", afirmou a Fetag-RS, em nota. A chamada \"multa na moega\", que prevê aplicação de taxa de 7,5% sobre a produção, também tem penalizado os agricultores, completou a entidade. A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) também manifestou insatisfação com a falta de flexibilidade das empresas detentoras de tecnologias e reafirmou que jamais validou a aplicação da penalidade de 7,5% no momento da entrega do grão (moega). \"A Farsul respeita o direito de propriedade industrial, mas não aceita imposições unilaterais ou modelos incompatíveis com a realidade do produtor rural gaúcho\", afirma o documento assinado pelo presidente do Sistema Farsul, Domingos Antonio Velho Lopes. Na semana passada, a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou um requerimento do deputado Heitor Schuch (PSB-RS) para realizar uma audiência pública, no dia 8 de abril, sobre a cobrança de royalties na produção de soja no Brasil. O parlamentar critica a cobrança de 7,5% sobre a produção nos casos de sementes salvas e também a oferta de aquisição de cotas de entrega de soja no valor de R$ 280 por hectare. Ele ainda questiona a manutenção da cobrança sobre patentes que já estariam vencidas.",
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