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  "textContent": "\nAs chuvas acima da média histórica no Triângulo Mineiro, no Alto Paranaíba e no Sul de Minas Gerais têm favorecido o surgimento de doenças nas plantações de café arábica dessas regiões. A maior preocupação de especialistas é com o avanço da mancha-de-phoma e da ferrugem — causadas por fungos que se proliferam devido à umidade excessiva — e da mancha-aureolada — doença bacteriana favorecida pelo clima frio e ventos. Minas Gerais é o principal produtor de café do Brasil e também maior produtor da espécie arábica. Essas doenças geram receio, uma vez que, em casos extremos, podem levar a perdas de até 50% na produtividade. Isso poderia afetar a perspectiva de uma safra recorde de café no país nesta safra, estimada este mês em 66,2 milhões de sacas pela Conab. Pé de café com ferrugem Divulgação Segundo a Fundação Procafé, na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, onde se produz o café do Cerrado Mineiro, as chuvas ficaram em 362,2 milímetros em janeiro, bem acima da média histórica de 267,7 milímetros. A temperatura média ficou em 21,9°C, ou 0,3°C abaixo da média. Na região, a incidência de ferrugem está em 18% das folhas infectadas na média dos talhões em Araguari e Araxá. A mancha-de-phoma está em 7,8% de folhas infectadas na média dos talhões de Araxá e Araguari. No Sul de Minas Gerais, a média de precipitação em janeiro foi de 314 milímetros — a média histórica é de 256 milímetros. Em Carmo de Minas (MG), o índice de chuvas chegou a 426 milímetros — a média é de 299,3 milímetros. A temperatura média na região foi de 21,6 °C, também abaixo da média histórica de 22,8°C. Em Carmo de Minas, a incidência de ferrugem está em 7% de folhas infectadas em média nos talhões analisados. No resto da microrregião, a incidência é muito baixa, segundo a Procafé. Na região da Alta Mogiana, em São Paulo, a precipitação ficou em 348 milímetros em janeiro, acima da média histórica de 333 milímetros. A temperatura ficou 1°C abaixo da média histórica, em 22,1°C. Em Franca, cidade produtora da região, os índices de ferrugem estão em 23% dos talhões e a incidência de mancha-de-phoma está em 2%. Lucas Bartelega, pesquisador da Fundação Procafé, afirma que há risco de as chuvas em fevereiro ficarem acima da média histórica para o mês. “Esse clima aumenta principalmente a incidência de mancha-de-phoma. Nas regiões de maior altitude, onde venta muito, há maior incidência de mancha-aureolada. Por outro lado, diminui o surgimento de pragas, como a broca”, observa Bartelega. Segundo Guilherme Ferreira Marques, supervisor do Programa de Assistência Técnica e Gerencial do Sistema Faemg Senar, tem chovido praticamente sem intervalo no sul de Minas, impedindo o manejo ideal das lavouras. “A mancha-de-phoma é mais comum no inverno e já tem bastante incidência agora”, disse. Ele observou que as lavouras atingidas estão na fase inicial das doenças e é preciso rapidez nos tratos culturais para evitar maiores prejuízos. Segundo levantamento da Faemg feito em 400 propriedades na microrregião de Varginha, a incidência dessas doenças chega a 70% das propriedades. Na microrregião da Mantiqueira de Minas, a situação é parecida. Leandro de Freitas Santos, supervisor da ATeG, em 450 propriedades distribuídas em 15 municípios, disse que a incidência de mancha-de-phoma atinge 60% das propriedades e a ferrugem chega a 30% das fazendas. “O momento é de atenção redobrada, ajustar o manejo e agir preventivamente para garantir a sanidade das lavouras”, afirmou Santos.",
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