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  "textContent": "\nO produtor Gion Carlos Gobbi, de Cascavel (PR), está no campo acelerando a colheita da soja e o plantio do milho safrinha. Na lavoura, colheitadeira e plantadeira trabalham juntas. “O processo está atrasado em relação ao ano passado, quando encerramos colheita e plantio no dia 7 de fevereiro”, conta. Segundo ele, o ciclo da soja se alongou nesta safra devido ao clima, com temperaturas muito baixas entre novembro e dezembro de 2025. Gobbi cultiva soja e milho segunda safra em 100% da propriedade de 750 hectares, e manter a atenção nesta fase é determinante para a rentabilidade do negócio. Segundo ele, o milho está mais rentável que a soja neste momento de preços baixos da oleaginosa. “Estou nessa área há mais de 30 anos e sei que quanto mais cedo encerrar a colheita da soja, mais chance de sair do risco para a cultura do milho”, afirma. A janela de plantio ideal do milho safrinha no Paraná ocorre entre o fim de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro, segundo a Embrapa. O produtor salienta que essa recomendação visa evitar riscos climáticos como as geadas. Com 70% da área colhida e plantada, ele pretende encerrar os trabalhos dentro de uma semana. Apesar do preço mais baixo, a produtividade da soja deve ser a melhor da história na propriedade, com média de 83 sacas a 85 sacas por hectare. Assim, será superado o recorde obtido na safra anterior, com 80 sacas por hectare, o que já foi considerado uma alta produtividade. “A expectativa é de uma boa safra, mas o mercado e o custo de produção alto - principalmente dos fertilizantes e insumos - são as preocupações”, afirma Gobbi. Ele revela que está mantendo o “pé atrás” em relação aos investimentos. “Tenho uma programação de renovação periódica da frota, mas foi abortada neste ano em função dos juros altos e da nossa margem pequena”, completa. Para obter melhores oportunidades de negócio, ele é ligado a quatro cooperativas agrícolas que atuam na região. A janela de plantio ideal do milho safrinha no Paraná ocorre entre o fim de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro Arquivo pessoal Cenário positivo Dilvo Grolli, presidente da cooperativa Coopavel, acredita que um cenário positivo se desenha para o milho safrinha e que a colheita da soja e o plantio do milho estão sendo feitos no momento certo. “Estamos com uma janela excelente para plantar o milho segunda safra. É essa produção que dará sustentação ao Estado para a criação de frangos, suínos e para a produção de leite também”, considera, se referindo à industrialização e utilização do cereal voltado à nutrição animal. Ele destaca que o Paraná lidera o ranking nacional de produção de frango e está entre os principais produtores de suínos e de leite do Brasil. Em relação à soja, Grolli considera que, mesmo com produtividade em torno de 5% menor do que a média acima de 60 sacas por hectare da safra anterior, entre os cooperados, a projeção da cooperativa é de receber mais de 1,4 milhão de toneladas de grãos neste ano, algo em torno de 25 milhões de sacas. O volume supera as 1,2 milhão de toneladas do ano anterior e considera soja, milho e trigo. Para o presidente da Coopavel, a safra de milho deve equilibrar a rentabilidade para o produtor, uma vez que os preços da soja estão mais baixos. Colheita no Paraná A colheita da safra 2025/26 de soja está mais avançada na região Oeste do Paraná, que concentra cerca de 18% dos 5,78 milhões de hectares semeados neste ciclo. Em todo o Estado, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), foram colhidos aproximadamente 347 mil hectares de soja, cerca de 20% da área estimada. Conforme Edmar Gervásio, analista do Deral, comparativamente à safra anterior a colheita segue mais lenta. “O cenário de 2025 foi atípico, com colheita bastante precoce. Nesta semana foi estimado 20% de colheita da área plantada. Em 2025 este percentual tinha sido de 33% no período”, explica. A expectativa atual é de que a produção paranaense de soja supere 22 milhões de toneladas, com o Paraná respondendo por aproximadamente 13% da produção nacional, mantendo-se como o segundo maior produtor da oleaginosa no Brasil. Já os preços praticados estão em média 6% inferior ao preço médio registrado em fevereiro de 2025. *A jornalista viajou a convite do Sicredi",
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