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Madeira conecta ambientes e valoriza reforma de apartamento dos anos 1970 em MG

Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] July 3, 2026
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Quando encontraram este apartamento de 260 m², no bairro Mangabeiras, em Belo Horizonte, MG, os proprietários enxergaram muito além da planta antiga. O jovem casal, com dois filhos gêmeos de cerca de um ano, desejava um lar funcional para a rotina da família, sem abdicar do charme original do imóvel, com referências à década de 1970. Para transformar esse desejo em realidade, confiaram o projeto à arquiteta Ila Gaudêncio (@ilagaudencio.arq), que promoveu uma reforma completa, reorganizando praticamente todo o layout para criar ambientes amplos, integrados e acolhedores. "O piso de madeira passou a conduzir as escolhas de materiais, acabamentos e cores para criar uma linguagem única", afirma Ila. SALA DE ESTAR | Novas peças de design assinado foram adquiridas, como a poltrona May e as mesas de centro Teca, ambas de Jader Almeida. Vasos da BBonita com paisagismo de Beth Lopes. Bancada linear sob as janelas revestida de madeira braúna, com execução da Marcenaria Londrina. Persianas horizontais da Hunter Douglas Estúdio NY18/Divulgação A transformação começou pela redistribuição dos cômodos: a suíte principal foi deslocada para outra área, enquanto seu perímetro original deu lugar a um novo quarto. Também surgiu um home office e a área social ganhou um layout totalmente integrado, aproximando sala de estar, de jantar e cozinha. Leia mais Com base minimalista e predominância do branco, o living tem piso em tábuas corridas de canela imperial de demolição, o qual se estende para a área íntima. SALA DE JANTAR | A mesa de jantar Max Table para a italiana Maxalto foi composta com cadeiras de jantar Cesca, de Marcel Breuer, já do acervo dos moradores. Fotografia na parede de Leticia Almeida Estúdio NY18/Divulgação As paredes receberam acabamento cimentício branco, enquanto a marcenaria desenhada pelo escritório combina microtextura e freijó em um tom exclusivo inspirado nas nuances da madeira para trazer sensação de continuidade. "A opção por uma paleta neutra permitiu criar espaços leves e conectados entre si, sem excesso de informação. A madeira entra como elemento de equilíbrio, trazendo calor e destacando as texturas", diz a arquiteta. Na sala de estar, o conforto foi prioridade. O protagonista é o sofá modular Togo, de Michel Ducaroy para a francesa Ligne Roset, uma herança de família. Ao redor dele, peças contemporâneas dialogam com clássicos do design, como as mesas de centro Teca e a poltrona May, de Jader Almeida, o conjunto de vasos orgânicos Terra, de Domingos Tótora, e um aparador desenhado pela própria arquiteta, posicionado atrás do sofá. COZINHA | Aberta, a cozinha tem ilha executada com ⁠Neolith Strata Argentum, pela Marmoraria GrandLíder, assim como as demais bancadas. Banquetas Platta, de Jader Almeida. A marcenaria verde com aspecto vintage foi feita de MDF com acabamento em microtextura pela L'Idea Ambientes. Misturadores de bancada da Hansgrohe. Piso cimentício Mr. Cryl, da Protécnica, na cor palha Estúdio NY18/Divulgação Um amplo tapete de chenille branco delimita a área de convivência, enquanto um banco de madeira braúna sob as janelas amplia as possibilidades de uso. "O living foi pensado para estimular a convivência. O banco de madeira braúna, por exemplo, funciona tanto como assento quanto como apoio e aproxima as pessoas de forma natural", comenta Ila. Leia mais Na sala de jantar, a mesa da italiana Maxalto divide a cena com as clássicas cadeiras Cesca, de Marcel Breuer, ambas do acervo que já pertencia ao casal, reforçando a curadoria de peças assinadas que acompanha o projeto. SUÍTE | A madeira volta ao protagonismo no quarto, com cabeceira e mesa lateral desenhadas pelo escritório e executadas em freijó natural pela Marcenaria Londrina. Roupa de cama, almofada, manta e abajur da Zara Home. Cortina de linho confeccionada pela Amém Casa. Par de quadros do acervo pessoal Estúdio NY18/Divulgação A integração social se completa na cozinha, considerada pela arquiteta o verdadeiro coração da residência. Totalmente aberta para a sala, foi concebida para estimular a interação entre quem prepara as refeições e quem circula, visto que os moradores gostam de cozinhar e receber amigos em casa. A ilha central organiza o cômodo, enquanto a marcenaria verde introduz personalidade sem romper a sobriedade do apartamento. Uma referência afetiva à cozinha da avó do proprietário aparece reinterpretada em uma linguagem contemporânea, com inspiração vintage. "A cozinha reúne memória e funcionalidade. O verde surgiu para reforçar essa releitura afetiva, enquanto soluções atuais, como a bancada de Neolith, a churrasqueira interna e a coifa embutida garantem praticidade para o cotidiano", detalha Ila. BANHEIRO | Minimalista, o ambiente ganhou conforto com o piso de tábuas corridas de madeira canela imperial de demolição, da Parket, além de bancada de braúna feita pela Marcenaria Londrina. Cuba executada com Neolith Strata Argentum pela Marmoraria GrandLíder. Espelhos da Vidraçaria GRTM, que também forneceu a divisória de vidro do boxe. Ao lado banheira adquirida na loja Belíssimo, banquinho de madeira do acervo pessoal Estúdio NY18/Divulgação Na área íntima, a suíte do casal segue a proposta serena. O piso de madeira fortalece a unidade visual do apê, enquanto a decoração privilegia poucos elementos e materiais naturais. O banheiro da suíte mantém essa linguagem, com a madeira em destaque — presente no piso e no gabinete —, ao lado da cuba executada no Neolith já utilizado na cozinha. Segundo Ila, um dos maiores desafios foi adaptar um apartamento construído há décadas às exigências da vida contemporânea. "Foi necessário refazer completamente as infraestruturas elétrica e hidráulica e reorganizar a planta sem comprometer a qualidade dos espaços", afirma.

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