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"textContent": "\nO estilo japandi conquistou arquitetos e moradores ao redor do mundo ao unir duas estéticas que, embora distantes geograficamente, compartilham os mesmos valores: o minimalismo japonês e o aconchego escandinavo. A tendência de decoração propõe uma forma de viver a casa com equilíbrio, funcionalidade e conexão com o essencial. A estética ganhou força nos últimos anos e continua em alta, especialmente em um momento em que as pessoas buscam ambientes capazes de proporcionar conforto, bem-estar e desaceleração. Mas, afinal, o que caracteriza esse estilo? Como aplicá-lo na prática? É possível criar uma decoração japandi sem gastar muito? É o que tratamos a seguir! As cores claras, típicas dos estilos escandinavo e japandi, são excelentes opções de composição com madeiras de desenho linheiro, criando ambientes luminosos e acolhedores OPE! - O projeto em imagens/Divulgação | Projeto da arquiteta Djanira Cabral Características do estilo japandi \"O japandi mistura o minimalismo japonês com o aconchego escandinavo. É um estilo leve, com materiais naturais, tons neutros e ambientes funcionais”, diz o arquiteto Leonardo Bolsi, do escritório Lema Arquitetos. \"Valoriza o essencial, o feito à mão e a verdade dos materiais. Isso se traduz em espaços que transmitem calma e atemporalidade, com linhas limpas, paleta neutra e muita textura\", complementa a arquiteta Victoria Carvalho, do escritório Victoria Carvalho Arquitetura e Design. Elementos naturais aliados a uma paleta suave ajudam a reduzir o excesso visual e promovem uma sensação de conforto André Nazareth/Divulgação | Projeto da arquiteta Babi Teixeira Entre os principais elementos que definem essa estética estão madeira, linho, pedras naturais, fibras trançadas e peças artesanais, assim como móveis de desenho simples e linhas horizontais. Victoria acrescenta que materiais como travertino, mármore e concreto aparente também podem estar presentes, desde que usados com equilíbrio. “Os materiais naturais são o coração de tudo. Também procuro trazer o natural para dentro de casa com galhos secos, eucalipto e arranjos de presença escultural.\" No quarto, a combinação entre os painéis de madeira nogueira ripada, da Pau Pau, que revestem paredes e teto, e os painéis de laca fosca terracota, da Florense, posicionados na entrada, resultou em um efeito acolhedor Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da arquiteta Vangii Guerra Como combinar referências japonesas e escandinavas? Um dos maiores desafios é equilibrar as referências orientais e nórdicas sem que uma delas se sobressaia. De acordo com Leonardo, o segredo está na simplicidade: “É importante trabalhar poucos elementos e manter uma composição limpa. Madeira, texturas naturais e iluminação suave ajudam bastante\". As cubas esculpidas em mármore travertino bruto, da Artemano, ficam fora da área fechada. O fechamento de vidro jateado traz uma referência ao estilo japandi Ivan Araújo/Divulgação | Projeto do escritório Victoria Carvalho Arquitetura e Design Victoria reforça que a harmonia surge da combinação entre tons e contrastes. “Trabalho bases claras, em bege e areia, e introduzo profundidade com elementos mais escuros, como almofadas em marrom intenso ou madeiras quentes. O japonês entra na contenção e nas peças baixas; o escandinavo, no conforto e na luz. O segredo é não deixar nenhum dos dois gritar mais alto que o outro\", ela comenta. No quarto, o painel ripado de tauari natural e a cabeceira de couro, executados pela DM – Dantas Marcenaria, funcionam como pano de fundo para uma composição marcada pela naturalidade Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório RUA 141 Arquitetura Cores para a decoração japandi A natureza é a principal inspiração da paleta japandi. Tons neutros, beges, areia, branco e cinzas suaves predominam nos ambientes, criando a sensação de calma e equilíbrio. Os tons terrosos também são indicados: marrons, caramelo, areia e argila aparecem para aquecer os espaços e reforçar a conexão com a natureza. “Eles deixam os ambientes mais aconchegantes”, observa Leonardo. No quarto do casal, a composição ganha atmosfera japandi ao unir materiais naturais e tons suaves. A cabeceira em folha de carvalho natural e as prateleiras executadas pela Dezain Marcenaria criam unidade visual e aconchego. Ao pé da cama, os bancos da Ubud reforçam a estética artesanal Luiza Schreier/Divulgação | Produção: Rennan Scalabrin/Divulgação | Projeto da arquiteta Gabriela Ikeda Como aplicar o japandi em apartamentos pequenos O japandi é uma boa aposta para apartamentos compactos. Como valoriza a funcionalidade e evita excessos, o estilo ajuda a ampliar visualmente os cômodos e a tornar a rotina mais prática. “Funciona muito bem em apartamentos pequenos porque valoriza funcionalidade e leveza visual. Apostar em poucos móveis e boa iluminação já faz diferença”, afirma Leonardo. O sofá em linho ao lado da mesa lateral Copacabana, de Francesco Lucchese, ambos da Studio Ambientes, compõem uma união perfeita dentro da estética japandi Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto do arquiteto Gustavo Cardoso Victoria explica que soluções inteligentes de marcenaria fazem toda a diferença em imóveis pequenos. “Em metragens menores, o japandi é um aliado porque pede ordem e intenção\", comenta. Algumas boas soluções incluem divisórias internas na marcenaria, cabeceiras integradas ao mobiliário, camas baixas e iluminação indireta, pois contribuem para que os ambientes pareçam mais amplos, acolhedores e serenos. No quarto do casal, o grande painel de madeira freijó natural, da Via Madeira, compõe com a cama estofada em linho da Artefacto, criando uma atmosfera japandi Evelyn Müller/Divulgação | Projeto do arquiteto Abrahão Sanovicz O japandi não precisa ser sempre minimalista Apesar de ter raízes minimalistas, o japandi não exige cômodos vazios ou sem personalidade. O conforto e o acolhimento são partes fundamentais da proposta. “Pode ser acolhedor através das texturas e dos materiais naturais”, pontua Leonardo. “A diferença é que cada elemento entra por um motivo. O minimalismo aqui é uma atitude de seleção, não uma regra fria”, completa Victoria. “O japandi não é vazio, é curadoria.” Logo na entrada, a tapeçaria de Polonnio, na Casa Diária, recebe quem chega, ao lado do painel vazado com acabamento de lâmina de madeira freijó, executado pela Rudnick, que separa o hall da cozinha. Em contraste, de texturas naturais, estão o piso de porcelanato Downtown, da Portinari, que lembra concreto, e o quartzo branco na bancada, da Ideal Marmoraria Rafael Ribeiro/Divulgação | Projeto do arquiteto Daniel Bolson Tecidos naturais, mantas, almofadas e objetos artesanais ajudam a trazer personalidade aos ambientes sem comprometer a essência do estilo. O pufe e as almofadas da Codex Home trazem suavidade, enquanto a manta e tapete da Galeria Hathi reforçam a atmosfera acolhedora. O paisagismo assinado por Anna Luiza Rothier integra vasos com pleomele e costela-de-adão, criando conexão orgânica e serenidade no ambiente Sambacine/Divulgação | Produção: Simone Ratzik/Divulgação | Projeto da arquiteta Andrea Gorayeb O que evitar ao reproduzir o japandi em casa? Um dos erros mais comuns é exagerar na quantidade de objetos decorativos ou apostar em materiais artificiais. “Evite o excesso de informação visual e ambientes muito frios. O equilíbrio é o mais importante”, aconselha Leonardo. A estante com desenho da arquiteta, executada em MDF Carvalho Malva, da Duratex, pela marcenaria, remete à madeira clara típica do estilo japandi Denilson Machado/MCA Estúdio | Projeto da arquiteta Barbara Dundes Victoria concorda. “Fuja de materiais que imitam o natural sem verdade, porque o japandi pede autenticidade. Também não indico ambientes totalmente brancos e sem textura, que acabam perdendo a alma. Antes de incluir qualquer objeto, vale se perguntar se ele realmente tem propósito naquele espaço.” A parede com textura Ornamentali Bege Bahia, da Diore Revestimentos, serve de fundo para o painel da cama em freijó natural e palha sextavada da Conrah Móveis. A cabeceira estofada em bouclé, da Estofaria Nelson, completa a composição, traduzindo a essência japandi com serenidade e aconchego Marco Antonio/Divulgação | Projeto da arquiteta Juliana Pippi As vantagens do japandi Entre as principais vantagens do japandi está a capacidade de transformar a casa em um lugar tranquilo, organizado e funcional. Ao reduzir o excesso visual, os espaços se tornam mais agradáveis para descansar e conviver. “É um estilo que traz sensação de calma e deixa os cômodos funcionais para o dia a dia”, resume Leonardo. O painel de muxarabi desenhado pelo escritório divide a cozinha e a sala de jantar, mantendo a continuidade, a luminosidade natural e a ventilação Daniela Magario/Divulgação | Projeto do escritório MonneArt Arquitetura “Por privilegiar a ordem e o essencial, ele reduz o ruído visual e cria ambientes que convidam ao descanso. Além disso, envelhece muito bem, porque não depende de modismos”, acrescenta Victoria. Outra vantagem é a versatilidade. O estilo pode ser adaptado a diferentes tamanhos de imóveis, orçamentos e perfis de moradores, mantendo sempre sua principal característica: criar lares acolhedores, equilibrados e conectados ao bem-estar. No quarto, à frente do painel em folha natural de carvalho americano, está a cabeceira estofada pela loja Cortinas Carmelita e, ao lado, armário de MDF branco e palha. Execução da Marcenaria Mademarch. Mesa de cabeceira da Tok&Stok. Arandela Bauhaus da Lumini. Quadro da Arte Maxx. Fronha de linho da Il Casalingo e almofada off-white da Objekti. Piso vinílico da Tarkett, na Globex Decoração Ana Helena Lima/Divulgação | Projeto do escritório Macaxá Arquitetura",
"title": "Japandi: como usar o estilo que une minimalismo e aconchego na decoração"
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