10 cactos nativos brasileiros mais curiosos
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June 26, 2026
Ao contrário do que muitos imaginam, os cactos não se limitam a espinhos e aridez. O grupo reúne espécies com flores vibrantes, frutos ornamentais e silhuetas esculturais que chamam a atenção em diferentes jardins. Sua variedade de tamanhos, cores e texturas permite criar composições repletas de personalidade. No Brasil, diversas espécies nativas se adaptam bem aos espaços residenciais e podem ser cultivadas de diferentes maneiras: em vasos, diretamente no solo ou associadas a árvores. Seu uso traz vantagens como adaptação ao clima, ao solo e às condições da região. No dia a dia, isso reduz a necessidade de irrigação, adubação e manutenção em geral. Outro benefício é a preservação da biodiversidade local. "Eles atraem polinizadores locais, como abelhas, borboletas e aves e outros animais", explica a paisagista Karyne Lima. O mandacaru tem flores brancas que contrastam com a aparência rústica da planta e ajudam a decorar o jardim Flickr/Manfred Valentin/Divulgação Confira a seguir a lista com 10 espécies de cactos nativos brasileiros mais curiosos! Leia mais Coroa-de-frade (Melocactus zehntneri) O cacto coroa-de-frade (Melocactus zehntneri) possui na parte central do topo uma área circular com pelos, cuja cor varia do vermelho intenso ao branco PierreBraun/Wikimedia Commons Este cacto tem um formato redondo e revestido de espinhos grossos e resistentes. Sua principal característica é presença de um cefálio, uma estrutura apical de cor laranja ou vermelha coberta por pequenos espinhos. Nesta área, surgem pequenas flores rosas, facilmente vistas durante o dia. A estrutura auxilia no processo de polinização das espécies nativas, recebendo visitas de beija-flores, atraídos por seu néctar. A rega dessa deve ser feita com cautela, pois não é indicado jogar água diretamente sobre o cefálio. "O excesso de umidade nessa região pode favorecer fungos e apodrecimentos", conta o paisagista Lucas Junior do escritório LJS Paisagismo. O ideal é molhar o substrato, mantendo uma irrigação controlada. "Observe o ambiente, a ventilação e a drenagem para evitar excesso de umidade", completa o profissional. Mandacaru (Cereus jamacaru) O cacto mandacaru (Cereus jamacaru) também pode ser usado na gastronomia para o preparo de doces e geleias GettyImages O mandacaru é um cacto brasileiro importante tanto pela resistência quanto pela identidade regional. A espécie é colunar e bastante ramificada quando adulto, com espinhos grandes e fortes. "É um cacto típico do sertão brasileiro e consegue sobreviver em condições extremamente secas, armazenando água no próprio caule", conta Lucas. A planta também possui uma linda floração branca que acontece durante à noite atraindo polinizadores como morcegos e insetos noturnos. As flores são grandes, de tamanho similar a uma mão adulta fechada. O fruto segue a mesma proporção, e é vermelho intenso quando maduro. Rabo-de-raposa (Harrisia adscendens) O cacto rabo-de-raposa (Harrisia adscendens) tem em sua fase adulta uma flor branca, que só abre durante a noite Flickr/evaldoheber/Divulgação O nome popular da espécie deve-se ao formato fino e comprido. Sua estrutura é marcada por poucas costelas, com espinhos espaçados, mas consegue manter-se de pé e formar densas moitas. A flor, toda branca, abre somente à noite. Outro destaque da espécie é o fruto. Quando maduro ele é suculento, redondo e vermelho, mas apresenta alguns espinhos na superfície. Por isso, exige cuidado com pets e crianças. "Além do risco de ingestão inadequada, os espinhos presentes na casca podem causar ferimentos na boca e no trato digestivo dos animais", destaca Karyne. Ora-pro-nóbis (Pereskia bahiensis) O ora-pro-nóbis (Pereskia bahiensis) tem espinhos longos e uma flor com tons de rosa e miolo branco com pintas amarelas Flickr/Maurício Mercadante/Divulgação A classificação do ora-pro-nóbis como cacto causa certa estranheza pela ausência do caule verde e suculento, além dos espinho mais longos. Outra característica marcante desta cactácea é que o fruto possui folhas. Já a flor tem tons de rosa e miolo branco com pintas amarelas. Xique-xique (Pilosocereus gounellei) O cacto xique-xique (Pilosocereus gounellei) serve para fazer doces, geleias, ensopados e vários outros pratos GettyImages Este cacto é um dos mais conhecidos pelo formato ramificado similar a um candelabro, com muitos espinhos ao longo do caule, inclusive nas aréolas mais novas. Similar ao Mandacaru, possui uma flor branca que só se abre a noite, recebendo a visita de morcegos. Essa espécie é uma ótima opção para jardins contemporâneos e tropicais secos pois exigem baixa manutenção e rega, trazendo um visual mais moderno e escultural. Facheiro (Brasilicereus phaeacanthus) O cacto facheiro (Brasilicereus phaeacanthus) tem aparência comum em boa parte do ano, mas com seu florescimento surge uma flor branca rodeada por folhas Flickr/Alexander Bunkenburg/Divulgação Apesar de parecer mais um cacto colunar com espinhos longos, essa espécie endêmica do semiárido brasileiro tem um flor curiosa. Apesar de ser branca e grande, ela está protegida por folhas verdes rígidas que lembram “escamas”. Conanbaia (Rhipsalis baccifera) O cacto conambaia vive pendurado em árvores e pode trazer leveza para o paisagismo doméstico como planta pendente Flickr/NABU|naturgucker geG/Divulgação Esse cacto vive pendurado em árvores e tem um formato diferente, bem fino e suculento. Os espinhos aparecem somente na fase jovem e são pequenos e finos como um fio de cabelo. Sua flor é branca e muito pequena, aproximadamente do tamanho da unha do dedo mindinho. No paisagismo, ele traz leveza e movimento para as áreas verdes. Adapta-se bem à meia-sombra e possui comportamento pendente, ampliando o repertório visual comum aos cactos. "Por outro lado, exige mais umidade e, portanto, regas um pouco mais frequentes do que as espécies de clima árido", explica Karyne. Quiabo-do-inferno (Cipocereus minensis) Os frutos do quiabo-do-inferno (Cipocereus minensis) possuem coloração azulada característica e podem ser consumidos Flickr/Marcilio Zanetti/Divulgação Seu principal destaque são os frutos de coloração azulada, que servem de alimento para diversos animais. Seu corpo é colunar com muitas costelas, espinhos e flores brancas. Pode chegar a 1,5 metro de altura, necessita de pouca manutenção e funciona bem em jardins. Apesar da cor excêntrica, seus frutos podem ser consumidos por seres humanos, tomando cuidado com os espinhos. Cacto-azul (Pilosocereus magnificus) A tonalidade azulada é o destaque do 'Pilosocereus magnificus', espécie de cacto nativa do Brasil Flickr/André Cardoso/Divulgação A coloração da espécie rouba a cena. Como o nome popular indica, o cacto-azul apresenta uma tonalidade azulada que o diferencia das demais espécies. Na natureza, essa pigmentação ajuda a proteger a planta da radiação solar intensa e a reduzir a perda de água. Uebelmannia (Uebelmannia pectinifera) O cacto Uebelmannia se destaca pelos espinhos perfeitamente posicionados e pelo formato arredondado curioso Flickr/juanramonalonsogomez/Divulgação O uebelmannia é um cacto raro, pequeno e com formato globular. A forma como seus espinhos são dispersos também é especial, seguindo filas ao redor de todo seu corpo. No paisagismo, é uma ótima opção de decoração, tanto em vasos quanto em jardins maiores. Leia mais
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