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"textContent": "\nLigar a luz da sala e dar duas voltas na chave antes de viajar é uma estratégia adotada por algumas pessoas para aumentar a sensação de segurança. Na prática, porém, a medida tem limitações: a iluminação permanece igual todos os dias e o morador continua sem saber o que acontece dentro de casa enquanto está fora. Nesse cenário, soluções inteligentes, que conectam iluminação, câmeras e até fechaduras digitais a um aplicativo podem ser uma opção para quem viaja com frequência. Além da segurança, o controle remoto permite desligar luzes, aparelhos eletrônicos e até o ar-condicionado, caso o morador perceba que esqueceu algum equipamento ligado antes de viajar. “A principal vantagem é a tranquilidade de saber o que está acontecendo em casa. Em vez de ficar se perguntando se deixou uma luz acesa ou se algo está fora do normal, basta abrir o aplicativo e verificar tudo na palma da mão”, aponta Adriana Yin, arquiteta do S𝗍𝗎𝖽𝗂𝗈 𝖤𝗅ã. A luz acesa na sala, as voltas extras na chave e a ajuda dos vizinhos já não são as únicas formas de proteger a casa durante uma viagem. Hoje, recursos como monitoramento remoto e automação residencial ampliam a segurança e oferecem mais tranquilidade aos moradores Pexels/Alena Darmel/Creative Commons Leia mais Quais as melhores soluções para viagens? Câmeras, iluminação via interruptores inteligentes, ar-condicionado, fechaduras e alarmes controláveis remotamente por aplicativos. “Praticamente tudo que tem tomada ou interruptor pode ser controlado à distância”, diz Washington de Freitas, diretor executivo de Consumo da Intelbras. A principal vantagem das casas conectadas é a tranquilidade: com apenas alguns toques, o morador pode verificar se está tudo em ordem no imóvel, mesmo a quilômetros de distância Pexels/Ferhat Kocakaya/Creative Commons Câmeras Gravam tudo o que acontece no imóvel e o morador pode acompanhar por um aplicativo. Hoje, a incorporação de inteligência artificial a esse sistema é capaz de emitir notificações quando algum movimento diferente é percebido. “As mais avançadas têm detecção inteligente, ou seja, distinguem uma pessoa de um animal ou de uma folha caindo, e só notificam quando realmente importa, o que faz muita diferença para não enlouquecer com alertas falsos”, esclarece Washington. “Você ainda consegue fazer buscas por situações específicas nas gravações, como filtrar apenas momentos em que uma pessoa entrou por determinada área”, ele completa. Aplicativos Além de monitorar equipamentos individualmente, eles costumam reunir notificações, imagens e alertas em uma única plataforma, permitindo acompanhar a residência em tempo real. Dessa forma, o morador não precisa alternar entre diferentes sistemas para verificar o que está acontecendo em casa. Sensores de gás e fumaça Adicionam segurança em relação ao seu patrimônio, emitindo alertas de anomalias no ambiente. E você não precisa adiantar a volta da viagem para verificar o que está acontecendo. Fechaduras digitais Podem ser conectadas ao aplicativo de monitoramento, permitindo criar senhas temporárias ou liberar acessos temporários para familiares, prestadores de serviço e até entregas, tudo a distância. “Em alguns projetos, criamos espaços específicos para entregas. O morador pode liberar remotamente apenas o acesso à área destinada aos entregadores, sem comprometer a segurança das demais áreas da residência”, conta Adriana. Sensores de presença Conectam-se a fechaduras e janelas para avisar quando há movimentos. Fechadura de sobrepor da Intelbras complementa a entrada de projeto contemporâneo assinado pelo arquiteto Bruno Moraes Guilherme Pucci/Divulgação | Projeto do arquiteto Bruno Moraes A antiga luz que ficava ligada todos os dias da viagem agora dá espaço ao simulador de rotina. Mais do que ligar e apagar as luzes remotamente, uma casa conectada permite programar cenas remotamente, ligando lâmpadas, abajures, televisões e persianas. “O morador pode programar para que, em determinado horário, a luz da garagem se acenda, em seguida a da escada, depois a do quarto e, por fim, a televisão ligue por alguns minutos”, exemplifica Adriana. “Você pode usá-lo para acionar cenas inteiras, como ligar a TV, o som ambiente e a iluminação da sala ao mesmo tempo, como se alguém tivesse chegado em casa. Aliado a câmeras e sensores, o efeito de presença fica muito convincente e é um dos recursos que mais tranquiliza quem viaja por períodos longos”, adiciona Washington. Após o planejamento de uma casa inteligente, basta acessar o aplicativo para monitorar o imóvel e controlar os dispositivos conectados Freepik/Creative Commons Como incorporar ao projeto de arquitetura? Antes de instalar aparelhos automatizados, Adriana ressalta a importância de definir os objetivos da instalação, escolher os cômodos onde ela será realizada e determinar quais itens serão conectados. Muitas vezes, o tamanho e a tipologia da construção influenciam diretamente na forma como as soluções serão aplicadas. \"Em apartamentos, o perímetro é menor e a portaria já integra a segurança, então o foco tende a ser a porta de entrada, a área interna e as janelas. Já em uma casa, é preciso considerar o muro, a garagem, a área externa e os pontos cegos\", pontua o especialista da Intelbras. A arquiteta acrescenta que um posicionamento desalinhado dos dispositivos inteligentes pode chamar atenção no dia a dia e comprometer o bem-estar do morador. “O motor da persiana, por exemplo, pode ficar oculto no cortineiro, preservando a estética do ambiente. Já as câmeras exigem planejamento mais estratégico, pois não podem ter seu campo de visão obstruído por móveis, cortinas ou outros elementos arquitetônicos”, exemplifica Adriana. Leia mais Outro fator que deve entrar na conta é o nível de intervenção necessário para a instalação. Algumas soluções precisam de ligação elétrica, mas muitas podem ser instaladas externamente e incorporadas de forma discreta. “É essencial que a automação externa seja pensada com cuidado para não interferir na estética da casa”, diz a arquiteta. “Dispositivos Wi-Fi, como câmeras, lâmpadas e tomadas inteligentes, podem ser instalados em poucos minutos, sem necessidade de obras. Já fechaduras digitais e sistemas de alarme sem fio podem exigir suporte técnico, mas geralmente a instalação não leva mais do que um dia”, destaca Washington. A principal vantagem das casas conectadas está na tranquilidade que oferecem, pois com apenas alguns toques no aplicativo o morador pode verificar se está tudo em ordem no imóvel, controlar a iluminação, ajustar a temperatura, acionar eletrodomésticos, entre outros Freepik/Creative Commons O que acontece se faltar energia ou internet? Câmeras e interruptores se conectam à rede de Wi-Fi ou cabeamento, transmitindo as informações a um sistema de nuvem. Assim, em casos de queda de energia, a conectividade com o aplicativo pode parar temporariamente, mas já existem soluções para contornar esse problema. \"Temos nobreaks no portfólio que garantem autonomia de energia pra casa continuar funcionando mesmo durante uma queda”, aponta Washington. Também é possível adotar a tecnologia Zigbee, um protocolo de comunicação sem fio desenvolvido especialmente para casas inteligentes. Diferentemente dos equipamentos que dependem exclusivamente da rede Wi-Fi, os dispositivos conectados por Zigbee formam uma rede própria e continuam trocando informações mesmo quando a internet fica indisponível “Isso permite que as automações continuem funcionando mesmo sem internet, ou seja, as cenas programadas, os acionamentos e a lógica de segurança seguem ativos independente do provedor cair”, diz o especialista. *Esse conteúdo faz parte do projeto Casa Conectada, patrocinado por Intelbras.",
"title": "Vai viajar? Conheça tecnologias inteligentes que monitoram e protegem sua casa"
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