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Alumínio amadeirado: esse material lembra madeira, mas dura bem mais! Conheça

Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] June 18, 2026
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O alumínio com acabamento em efeito madeira é uma tendência na arquitetura brasileira. Antes visto como solução pontual, o produto vem conquistando espaço em projetos contemporâneos e já aparece em fachadas, brises, muxarabis, esquadrias, divisórias e revestimentos internos. Conhecido também como alumínio amadeirado ou alumínio com pintura amadeirada, o item combina durabilidade e leveza com o charme visual do material natural — sem os custos elevados, a manutenção constante e os problemas típicos da madeira, como empenamento, apodrecimento e ataque de cupins. Segundo o arquiteto e urbanista Welton Barreiros, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), o alumínio amadeirado tem sido cada vez mais utilizado em regiões quentes e úmidas, justamente por apresentar maior resistência às interpéries climáticas. Nesta casa, o brise de alumínio amadeirado com abertura tipo camarão integra a brinquedoteca à varanda em formato de L Evelyn Müller/Divulgação | Produção: Aldi Flosi/Divulgação | Projeto do arquiteto Otto Felix Denise Veiga, gerente técnica da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), aponta que o crescimento do uso do produto se deve a uma combinação de fatores práticos e econômicos. Entre eles estão a sustentabilidade, visto que o alumínio é altamente reciclável; a baixa manutenção, que exige apenas limpeza periódica; e a durabilidade, com maior resistência ao sol e à chuva. Leia mais Vale ressaltar que, embora o alumínio amadeirado tenha um custo inicial mais elevado, ele representa um investimento vantajoso a longo prazo. Isso porque não exige tratamentos constantes e oferece alta resistência. As grandes esquadrias de alumínio, que remetem à madeira, executadas por Artenele, criam conexão com o jardim interno Gabriela Daltro/Divulgação | Projeto da arquiteta Tatiana Melo | Paisagismo de Santiago Serrano Agüero, da Florando Paisagismo & Jardins Como o alumínio amadeirado é produzido A produção do alumínio com efeito madeira envolve diferentes técnicas industriais, mas segue uma lógica comum. Segundo Denise, inicialmente aplica-se uma camada base que define a tonalidade, remetendo a diversos tipos de madeira. A partir dela, métodos específicos criam os veios e nuances característicos do material natural. Entre as principais técnicas utilizadas estão a via sublimação e o sistema pó sobre pó, que representam cerca de 40% e 60% da produção nacional, respectivamente. A estimativa é que o Brasil produza aproximadamente 13 mil toneladas do revestimento por ano. Os dados são da ABAL. A entrada pela porta de alumínio com pintura amadeirada, ao lado do pilar revestido de pedra moledo, encontra um painel ripado de madeira que funciona como divisória de ambientes Studio Tertulia/Divulgação | Projeto do Estúdio Pedro Haruf "Na sublimação, por exemplo, utiliza-se um filme transfer que reproduz o desenho da madeira na superfície do alumínio. Já nos sistemas de pó sobre pó e no chamado real wood, uma segunda camada de tinta é aplicada antes da cura completa da base, formando padrões orgânicos e sofisticados", explica a gerente técnica. Em todos os casos são utilizadas tintas em pó com formulações especiais, desenvolvidas para garantir aderência e durabilidade. “O acabamento recebe uma textura microtexturizada, que confere não apenas fidelidade visual, mas também uma sensação tátil semelhante à da madeira, resultando em um produto que alia aparência natural e alto desempenho técnico”, ela continua. Composta por dois volumes horizontais bem definidos, a fachada é reservada, com brises ripadas e portão, ambos de alumínio no padrão madeira Júlia Tótoli/Divulgação | Projeto do escritório Morada 31.12 Arquitetura e Interiores | Paisagismo de Ana Paula Roseo Em quais locais utilizar – e não utilizar? O alumínio amadeirado é amplamente aplicado em portas, janelas, brises, ripados, pergolados, forros e revestimentos decorativos. Por se tratar de áreas constantemente expostas às intempéries, a escolha de materiais resistentes torna-se essencial. Leia mais Porém, há situações em que o produto pode não ser a escolha mais adequada. "Em projetos que exigem madeira natural autêntica, especialmente aqueles com valor histórico, patrimonial ou que demandam uma experiência sensorial específica, o uso do alumínio pode não atender plenamente às expectativas", ressalta Denise. A entrada, que se dá pela porta pivotante de alumínio amadeirado, encontra a escada com piso de madeira cumaru e guarda-corpo de vidro Luiza Schreier/Divulgação | Projeto da arquiteta Amanda Miranda Também é necessário atenção no uso produto em áreas litorâneas ou ambientes industriais agressivos. Nessas regiões, o material deve receber tratamentos de pintura específicos, visto que há maior incidência de maresia e agentes corrosivos que podem comprometer sua durabilidade. “Vale destacar que a escolha adequada da linha de esquadrias, a definição correta da bitola para o tamanho dos vãos e a seleção apropriada de acessórios e selantes trabalham em conjunto para garantir maior vida útil e preservar a estética do alumínio amadeirado”, pontua o arquiteto Welton. Neste quarto, o brise de alumínio amadeirado executado pela Linie Esquadria, além de permitir o controle da iluminação, garante a conexão com a área externa Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto do escritório Studio Solu Arquitetura A chegada da norma técnica De olho na crescente procura pelo alumínio com efeito madeira, a ABAL está desenvolvendo uma norma técnica específica para esse acabamento. "Ao estabelecer padrões mínimos de qualidade, a norma contribuirá para garantir que os produtos apresentem desempenho e durabilidade adequados, além de definir critérios claros para sua aplicação em ambientes internos e externos", afirma Denise. A estrutura recebeu revestimento ripado de alumínio com pintura amadeirada e aberturas do tipo camarão, da AlumiPremium Esquadrias Renato Navarro/Divulgação | Projeto da arquiteta Andrea Murao | Paisagismo de Georgia Abifadel Embora a norma ainda não esteja concluída, a gerente técnica da associação explica que ela deve prever critérios de desempenho e durabilidade, parâmetros de acabamento, diretrizes de aplicação e requisitos técnicos de manutenção. "Esse tipo de padronização aumenta a confiabilidade do setor, oferecendo mais segurança não apenas para os fabricantes, mas também para arquitetos, especificadores e consumidores finais", declara Denise.

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