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Casa na Bahia é construída com piscina centralizada e ampla área de convívio

Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] June 10, 2026
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Receber amigos, celebrar a vida e desfrutar da natureza com privacidade eram os principais desejos dos moradores desta casa erguida no condomínio Outeiro das Brisas, entre Trancoso e Caraíva, no litoral sul da Bahia. Com carta branca para desenvolver o projeto, o escritório W.A.M.V. Arquitetura (@wamv.arqui) transformou um layout relativamente enxuto — limitado a 199 m² de área interna e três suítes — em uma experiência arquitetônica marcada pela integração e pela forte conexão com o entorno. Implantada em um terreno de 5 mil m², a "Casa Berimbau" foi concebida para preservar integralmente a vegetação nativa existente junto à rua, composta por mangabeiras, biribas, bromélias e espécies rasteiras típicas da região. VISTA AÉREA | A arquitetura da casa em forma de U permite que todos os ambientes fiquem voltados para o grande núcleo central, com áreas sociais, pergolado, piscina e vegetação nativa Oka Fotografia/Divulgação "A residência nasce da ideia de criar um lugar de encontro, mas sem abdicar do resguardo. Por isso, ela se fecha para a rua e se abre completamente para o seu interior", explica o arquiteto João Marcelo Oliveira, uns dos sócios do escritório. Leia mais A arquitetura organiza-se em formato de U, com todos os ambientes voltados para um grande núcleo central. Nesse miolo, pergolado, piscina, vegetação e luz natural formam uma única paisagem habitada. A distribuição privilegia a convivência: a ala social integrada ocupa a área principal do imóvel, enquanto as três suítes se acomodam nos braços laterais da construção. ENTRADA | As portas de madeira peroba se abrem para revelar uma casa em que o espaço social está em total conexão com a área externa e a piscina central. A vegetação nativa e tropical existente foi mantida, com espécies como mangabeiras, biribas e bromélias Oka Fotografia/Divulgação Logo na chegada, após atravessar uma fachada discreta, revestida por pedra moledo e reboco baiano de textura espessa, o visitante encontra um amplo espaço aberto para a área central. O piso de ladrilhão mineiro de barro queimado reforça a atmosfera acolhedora e artesanal da morada. Erguida de forma recuada, a construção preservou integralmente a massa de plantas frontal do lote, composta por mangabeiras, biribas, bromélias e vegetação rasteira. Após a porta, a casa se revela de maneira generosa para a piscina e o living, que ganhou materiais naturais como barro, concreto aparente, madeira peroba e palha de dendê. PISCINA | A piscina com borda infinita tem revestimento 10 x 10 cm da Portobello e prainha para acomodar as espreguiçadeiras do acervo pessoal dos moradores Oka Fotografia/Divulgação O principal destaque da área social é a fluidez espacial. Grandes portas de correr em madeira peroba desaparecem completamente dentro das paredes, eliminando as barreiras entre os ambientes internos e externos. Quando abertas, transformam a morada em um "movimento" contínuo. "A intenção foi dissolver os limites convencionais entre dentro e fora. A arquitetura se torna mais permeável e passa a dialogar diretamente com a paisagem, com o vento e com a luz", afirma o arquiteto Matheos C. Schnyder, sócio do escritório. COZINHA ABERTA | O espaço tem ilha de cimento queimado que se conecta com a varanda. Nas paredes, reboco baiano carregado, espesso, rugoso e ondulado, com viga em concreto aparente. Piso em ladrilhão mineiro 40 cm x 40 cm de barro queimado. Marcenaria de madeira peroba, que se repete em toda a caixilharia da casa, enquanto o teto é de cedrinho. Luminárias pendentes de fibra natural feitas por artesão local. Mobiliário e quadros são do acervo pessoal e herança familiar Oka Fotografia/Divulgação A cozinha aberta conecta-se diretamente ao núcleo de convivência. O cômodo acompanha a linguagem material do projeto e reforça a proposta de integração, o que permite que quem está no comando da cozinha também participe dos encontros e da dinâmica social. A decoração é totalmente autoral, concebida pelos próprios proprietários com peças de acervo pessoal e de herança familiar, além de valorizar fornecedores locais. SUÍTE MÁSTER | Sob o pergolado de biribas de eucalipto, as portas de madeira peroba se abrem para o interior, decorado pelos proprietários com móveis feitos por artesão local. Roupa de cama e tapete do acervo pessoal. Piso de ladrilhão mineiro 40 x 40 cm de barro queimado Oka Fotografia/Divulgação A piscina central parece fazer parte da sala e, ao mesmo tempo, do espaço externo. Além disso, torna-se organizadora da experiência espacial e do cotidiano dos moradores. Ao redor dela, o deque de madeira de 40 m² amplia as áreas de permanência e contemplação. O conjunto ganha continuidade com um generoso pergolado de 78 m² voltado para o pôr do sol. Podendo ser fechado por esteiras de palha de dendê, o espaço permite controlar a incidência solar ao longo do dia e cria um jogo de sombras que reforça o caráter sensorial do projeto. BANHEIRO MÁSTER | Projetado numa área externa coberta, o banheiro tem pintura terracota - cor misturada 'in loco' - e banco de cimento queimado com 'Heliconia bihai' plantada atrás. No telhado, esteiras de palha de dendê. Mobiliário do acervo dos moradores. Piso em ladrilhão mineiro de barro queimado Oka Fotografia/Divulgação Outro elemento marcante é a cobertura. Embora a planta seja organizada em U, o telhado possui uma única inclinação convergente para uma grande calha central de concreto aparente. Assumida como protagonista visual, ela capta toda a água da chuva e a conduz para duas extremidades da residência, onde surgem quedas d'água que lembram pequenas cachoeiras. Leia mais Na área íntima, a suíte máster segue a lógica de integração controlada. O dormitório se relaciona com jardins protegidos e áreas externas privativas, ampliando a sensação de contato com a natureza. A paleta de tons terrosos, o piso em ladrilho rústico de barro e os elementos em madeira reforçam o acolhimento e o décor tropical. BANHEIRO MÁSTER | Na outra extremidade, foi instalado o chuveiro em uma área de cimento queimado com nicho, criando a sensação de banho ao ar livre. Metais da marca Fani. Luminária de parede feita por artesão local Oka Fotografia/Divulgação O banheiro do casal aprofunda essa experiência. O chuveiro foi projetado em uma área externa coberta, praticamente sem paredes, proporcionando a sensação de banho ao ar livre. A solução amplia a conexão com os elementos naturais sem comprometer a privacidade. "A 'Casa Berimbau' sintetiza um tema que nos interessa muito: criar arquiteturas profundamente ligadas ao lugar, ao clima e ao modo de vida de quem vai habitá-las. Aqui, cada decisão nasceu dessa relação entre paisagem, construção e convivência", comenta João Marcelo.

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