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Casa de madeira e concreto abraça a natureza com soluções sustentáveis

Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] May 20, 2026
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Uma casa de 640 m² em meio à vegetação densa de um condomínio fechado em Itupeva, no interior de São Paulo, nasceu como extensão da paisagem e da própria vida familiar. Pensada para um casal na faixa dos 80 anos, cercado por cinco filhos e netos, a residência parte do desejo de integrar arquitetura e natureza em uma experiência de convívio e contemplação, com soluções sustentáveis. “O objetivo é que fosse ao mesmo tempo morada e pousada para a família, capaz de abrigar momentos íntimos e também grandes reuniões familiares”, afirma a arquiteta Cristiane Muniz, autora do projeto ao lado de Fernando Viégas, sócios no escritório Una Munizviegas (@unamunizviegas). A proposta organiza os ambientes a partir da relação direta com o exterior. Varandas generosas, terraços e uma piscina que se encaixa como uma “poça d’água” entre as pedras garantem uma continuidade fluida entre o dentro e o fora. “Os maiores espaços são áreas externas cobertas, associadas aos jardins e à piscina, pensadas para o estar prolongado”, explica Cristiane. ARQUITETURA | A casa se estrutura em dois níveis: no superior, um pavilhão térreo horizontal de madeira laminada colada abriga os espaços do casal e de lazer; no inferior, integrado à topografia do terreno, ficam os dormitórios dos filhos e netos com estrutura de concreto. O paisagismo, assinado por Gabi Ornaghi e Bianca Vasone, utilizou muitas árvores e palmeiras neste projeto, como acácia-pompom, araçá-amarelo, goiabeira, copaíba, ipê-amarelo, palmeira-prateada, palmito-juçara e mulungu, entre outras Rodrigo Fonseca/Divulgação A construção se estrutura em dois níveis: no pavimento superior, um pavilhão térreo horizontal de madeira laminada colada abriga os espaços do casal; no inferior, integrado à topografia do terreno, ficam os dormitórios dos filhos e netos com estrutura de concreto. Leia mais ÁREA EXTERNA | Os espaços sociais se abrem para a piscina e a paisagem através de grandes vãos com caixilhos da Jmar Esquadrias Pedro Kok/Divulgação A arquitetura se define por três elementos essenciais — concreto, madeira e água — que também orientam a estética e a materialidade do projeto. A estrutura principal, em madeira engenheirada de eucalipto, foi pré-fabricada na indústria e transportada até o terreno, onde as peças numeradas foram montadas em três semanas, com menor impacto ambiental. “A madeira é o material mais sustentável que existe: representa carbono capturado e estabelece uma lógica construtiva eficiente e flexível”, destaca a arquiteta. ENTRADA | Logo na entrada, uma pequena sala com lareira interliga dos dois lados da casa. Repare na solução para conforto térmico proporcionada pela cobertura dupla, que cria um colchão de ar cujo resultado reduz a temperatura interna e diminui a necessidade de climatização artificial Pedro Kok/Divulgação A integração com o entorno também orienta soluções de conforto térmico. A cobertura dupla cria um colchão de ar que reduz a temperatura interna e diminui a necessidade de climatização artificial, além de funcionar como sistema de captação de água da chuva. “Essa estratégia pode reduzir em até 10 ºC a temperatura interna”, detalha Cristiane. ENTRADA | Neste ângulo, percebe-se a permeabilidade da casa, cuja entrada já anuncia sua integração com a área externa e a paisagem natural. Paisagismo de Gabi Ornaghi e Bianca Vasone Pedro Kok/Divulgação JARDIM | Na entrada, destaca-se o paisagismo assinado por Gabi Ornaghi e Bianca Vasone, com arvóres e folhagens, além das pedras naturais do terreno mantidas Pedro Kok/Divulgação A sala de estar ampla se abre para a paisagem, com grandes vãos que emolduram o verde e permitem a entrada abundante de luz natural. A materialidade segue a lógica do projeto, com predominância de madeira, pedra e tecidos naturais nos interiores, pensados pela arquiteta Vania Chene (@vaniachene). Como os proprietários são colecionadores, obras de arte de Adriana Varejão, Rodrigo Andrade e José Rezende, entre outros, pontuam os ambientes, transformando a casa em uma espécie de galeria afetiva da família. DETALHE | Os arquitetos fizeram questão de deixar as pedras encontradas no terreno e, para isso, elas foram afastadas durante a obra, porém, ao final dos trabalhos de construção foram reposicionadas em meio ao paisagismo, assinado por Gabi Ornaghi e Bianca Vasone, com uso de muitas folhagens, entre elas maranta-cilíndrica, filodendros (melinoni, ondulato e xanadu), guaimbê, helicônia chapéu‐de‐bispo e língua-de-tucano Pedro Kok/Divulgação Um detalhe curioso – e importante – é que as grandes pedras encontradas na inclinação acentuada da porção sul do terreno foram afastadas durante a obra, e, ao final da construção, reposicionadas. Algumas delas foram cortadas e utilizadas como pisos externos. Leia mais COZINHA | Seguindo a materialidade do projeto, a cozinha tem a madeira como ponto principal, além da ideia de convívio, por isso pode ser aberta através de uma divisória escamoteável para os ambientes sociais Pedro Kok/Divulgação Nos interiores, a cozinha se integra aos espaços sociais e reforça o caráter de convivência da casa, funcionando como ponto de encontro em momentos de reunião, exatamente como desejavam os proprietários. SUÍTE DO CASAL | Localizada no pavilhão térreo, junto à área social e de lazer, a suíte mantém a conexão com a natureza através das grandes aberturas de vidro Pedro Kok/Divulgação Já a suíte do casal, também na extensão do pavilhão térreo, prioriza acessibilidade e conforto, com circulação fluida e conexão direta com o exterior. “A sensação é de amplidão, onde árvores, pedras e água, em conversa com a nova construção, são personagens posicionados com precisão para habitar esse mesmo lugar”, resume Cristiane.

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