Conheça 6 tipos de cobogós e diferentes aplicações para se inspirar
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May 15, 2026
Mais do que um elemento recorrente do modernismo brasileiro, a funcionalidade do cobogó justifica seu papel expressivo na arquitetura. Ele contribui com o controle da incidência solar, a entrada de luz difusa e a ventilação, deixando a casa como um todo mais fresca sem a utilização de ar-condicionado. Cada vez mais, o elemento aparece também como recurso de linguagem, conferindo textura, criando jogo de luz e sombra e ajudando a construir a identidade do projeto. Os modelos clássicos tinham formatos mais simples e repetitivos. Hoje, designers e marcas propõem composições mais dinâmicas e misturas de paginação. O cobogó pode ser feito em tijolo ecológico cerâmico, permitindo a passagem de luz natural e mantendo a conexão visual entre os ambientes João Vitor Sarturi/Divulgação | Projeto do escritório Sarturi Gumz Arquitetos "Além disso, os materiais e os acabamentos evoluíram bastante, ampliando as possibilidades de uso", conta a arquiteta Claudia Passarini. As novas propostas para essa técnica tradicional exploram desenho paramétrico e impressão 3D, sem comprometer a função original do elemento. Confira os principais tipos de cobogó a seguir! Leia mais Esmaltado A parede de cobogó da marca Creta, na Artec, é feita com material esmaltado, permitindo a passagem de luz para a cozinha e a sala de jantar Lília Mendel/Divulgação | Projeto da arquiteta Ketlein Amorim A principal vantagem das peças esmaltadas é a maior facilidade de limpeza, pois são mais resistentes a manchas. O material é indicado para casa com crianças ou pets, e para locais de alta circulação. A parede de cobogós de cerâmica esmaltada fecha a área de serviço e, no alto, transforma-se em mureta de proteção na garagem Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório FGMF Arquitetos A manutenção pode ser feita de maneira simples, sem uso de produtos abrasivos, devido à baixa absorção de água da superfície, quando comparada a outros tipos de cobogó. Isso permite sua aplicação tanto em áreas internas quanto externas, sem prejuízos ao material. Concreto O fechamento da varanda é feito por painel de cobogó de concreto com formato contemporêno Fernando Guerra/Divulgação | Projeto do Studio mk27 O concreto bruto é muito buscado pela resistência e durabilidade, alinhado aos estilos industrial e moderno. É uma ótima opção para áreas externas, pois suporta as intempéries climáticas sem desgastes e exige pouca manutenção ao longo dos anos. "Quando associado a elementos maiores, como brises, pode assumir um papel mais robusto e expressivo", destaca o arquiteto Paulo Tripoloni. O cobogó pré-moldado de concreto nas áreas de dormitórios e circulação permite manter a visão externa enquanto filtra o excesso de sol André Scarpa/Divulgação | Projeto do escritório Reinach Mendonça Arquitetos No geral, este material é utilizado mais como vedação do que estruturalmente, mas sua utilização decorativa tem crescido. Visualmente, ele reforça uma linguagem mais contemporânea ou brutalista, trazendo um aspecto sólido e marcante para o projeto. De toda forma, sua aplicação deve manter coerência técnica e não apenas estética. A parede de cobogó é original do prédio, mas foi exposta para valorizar a arquitetura e garantir luz natural Júlia Tótoli/Divulgação | Projeto do escritório CODA Arquitetura Cimentício Diferente do concreto, que possui uma textura mais rústica e natural, o cimentício tem um acabamento mais uniforme e padronizado, além de um toque mais suave. "Esse material funciona melhor em projetos mais refinados ou ambientes internos, onde se busca um acabamento mais delicado", explica a arquiteta Vanessa Paiva. Os cobogós cimentícios separam cozinha e lavanderia sem tampar a passagem de luz natural André Nazareth/Divulgação | Projeto do arquiteto Joaquim Meyer Ou seja, o cimentício entrega o aspecto do cimento com um acabamento mais sofisticado, e a escolha entre eles depende da intenção do projeto, mais refinado ou mais expressivo. Geométrico Peças quadradas costumam dialogar melhor com propostas de arquitetura mais racionais, minimalistas e urbanas. A parede de cobogós quadrados ajuda a dividir os ambientes sem perder a iluminação natural das janelas Evelyn Müller/Divulgação | Projeto do escritório Shinagawa Arquitetura Formas circulares trazem fluidez para o ambiente, alinhadas à presença do verde e uma proposta mais acolhedora. Na escolha do formato, privilegie sempre os gostos de quem utilizará o espaço. Os cobogós produzidos pela Premoldado Brasil replicam o padrão original da fachada do prédio garantindo iluminação e ventilação natural Julia Tótoli/Divulgação | Projeto da arquiteta Maria Araujo Os cobogós circulares permitem a passagem de luz natural para o banheiro. Além disso, decoram o cômodo de maneira discreta Joana França/Divulgação | Projeto do escritório Lez Arquitetura Retrô Por seu histórico, o cobogó pode ser facilmente aliado a uma estética retrô. Explorar o contraste entre uma arquitetura mais contemporânea elementos antigos traz personalidade ao projeto. Desenhos que marcaram época podem oferecer um resgate afetivo, lembrando de casas e pessoas especiais da infância. A parede de cobogós cria um visual suave e com mais privacidade para a área externa do imóvel Luiza Schreier/Divulgação | Projeto da arquiteta Ana Cano Sua aplicação enriquece a linguagem arquitetônica do cômodo, principalmente em ambientes mais neutros. Contudo, vale considerar se a peça escolhida combina com o restante da decoração. A parede de cobogós adquiridos na Leroy Merlin divide os ambientes da área externa com a presença de plantas em um de seus lados Carolina Lacaz/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Divulgação | Projeto assinado por Paula Warchavchik, do escritório W.Arquitetura, e Paula Caio, do Studio TH Mais vazados Modelos mais vazados são perfeitos quando a prioridade do projeto é a ventilação e a iluminação natural. "Funcionam muito bem em áreas de transição, como varandas, corredores ou até como divisórias internas, criando uma separação leve, que mantém a permeabilidade visual e o fluxo de ar", afirma Claudia. Os cobogós originais da construção foram adicionados ao projeto, com fechamento de porta de correr de vidro fosco da Sudoeste Vidros. Isso permite a passagem de luz e ventilação mas sem perder a possibilidade de fechar totalmente o cômodo se necessário Júlia Tótoli/Divulgação | Projeto do escritório ARQBR Para além da estética, a proporção das aberturas deve levar em consideração o conforto térmico buscado e também a privacidade necessária. Os cobogós dão todo o charme ao quarto, posicionados atrás das espadas-de-são-jorge Júlia Tótoli/Divulgação | Projeto do arquiteto Bruno Pessoa, do Studio Ark Os cobogós vazados deixam o ambiente mais iluminado e garantem maior conexão com a área verde externa Carolina Lacaz/Divulgação | Projeto do Mana Arquitetura A parede de cobogós recepciona quem chega na agência, decorando e dividindo os ambientes Israel Gollino/Divulgação | Projeto do escritório Superlimão Leia mais
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