{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreifr2wgbmtucwvwoa5ejsvp3ibezkwv7wiwc3zvbacem6fs3ggocea",
    "uri": "at://did:plc:cphnnz5vrzbcscztdxhakpbo/app.bsky.feed.post/3mk7ggqd75md2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreidxgmmrttve6geftxffv5a3zi4s7xbj43jbdcm4bmx3bzs4b322hm"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 370617
  },
  "path": "/urbanismo/imoveis/noticia/2026/04/capacho-porta-apartamento.ghtml",
  "publishedAt": "2026-04-23T09:30:33.000Z",
  "site": "https://revistacasaejardim.globo.com",
  "tags": [
    "casaejardim"
  ],
  "textContent": "\nEle está ali todos os dias: na entrada, na porta, fazendo parte da rotina. Mas o capacho — item clássico de decoração e funcionalidade doméstica — pode se tornar um risco quando ultrapassa o limite do ambiente interno e passa a ocupar áreas comuns, como corredores e halls de apartamentos. De acordo com o coronel Wellington Soares Araújo, diretor de atividades técnicas do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, a recomendação é clara: evite qualquer objeto nas rotas de fuga, incluindo capachos. “Os acessos, como corredores e passagens, devem permanecer livres de quaisquer obstáculos que possam dificultar o abandono da edificação em segurança”, ele diz. A orientação segue a Norma Técnica nº 11 do órgão, que trata das saídas de emergência. Itens comuns como capachos e vasos podem comprometer a rota de fuga em corredores de apartamentos, transformando-se em obstáculos perigosos em situações de emergência Pexels/Rodrigo Santos/Creative Commons Um detalhe que faz toda a diferença Em uma situação de incêndio, cada segundo importa. O comportamento das pessoas muda: o fluxo se torna mais rápido, desordenado e, muitas vezes, caótico. É nesse cenário que objetos aparentemente inofensivos — como capachos, vasos ou móveis nos corredores — ganham outra dimensão, transformando-se em obstáculos que podem comprometer a evacuação e colocar vidas em risco. Segundo o coronel, o capacho pode enrolar, escorregar ou provocar tropeços, aumentando o risco de quedas e atrasando a evacuação. “Independentemente do tamanho, qualquer item pode representar um risco potencial”, reforça o especialista. Se alguém tropeçar ou cair por causa de objetos deixados no hall, o morador pode ser responsabilizado. O condomínio também pode responder, caso haja omissão na fiscalização Freepik/Creative Commons O hall e o corredor não são extensões do apartamento Do ponto de vista legal, o espaço em frente à porta não pertence exclusivamente ao morador. A advogada Vanessa Gantmanis Munis Paione, especialista em direito condominial, explica que o corredor é uma área comum e, portanto, deve permanecer livre para uso coletivo. \"É uma área comum, conforme estabelece o artigo 1.331 do Código Civil. Isso significa que pertence a todos os condôminos e não pode ser utilizado de forma exclusiva. Mesmo o espaço em frente à porta do apartamento integra a área coletiva e deve respeitar as regras de uso compartilhado”, ela informa. Não há proibição legal específica para capachos ou sapatos em halls, mas o uso indevido das áreas comuns pode resultar em advertências e até multas, conforme o regimento interno Freepik/Creative Commons Isso significa que itens como capachos, vasos, sapatos ou bancos podem ser considerados inadequados, sobretudo quando comprometem a circulação. Além disso, manter essas áreas desobstruídas é requisito para a obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), reforçado pela Lei nº 13.425/2017, que estabelece normas de segurança em edificações. Pode ou não pode? Depende do condomínio — mas há um limite Na prática, a permissão para uso de capachos varia conforme as regras internas de cada condomínio. Cada convenção e regimento definem o que é permitido ou não. Objetos como capachos e sapatos podem obstruir rotas de fuga em caso de incêndio, dificultar a circulação e aumentar riscos de tropeços e quedas. O Corpo de Bombeiros exige que esses espaços estejam livres para emissão do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) Freepik/Creative Commons O presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (ABADI), Marcelo Borges, ressalta que não existe uma proibição legal específica para capachos, mas reforça a importância de manter a porta do apartamento livre de obstáculos. “A recomendação é para que os corredores e ambientes de circulação fiquem livres, pois são rotas de fuga”, ele salienta. Ter capacho na porta se tornou um hábito comum, mas esse cenário vem mudando, como aponta a advogada Vanessa: \"Com o aumento da conscientização sobre segurança e da judicialização, muitos condomínios têm adotado regras mais claras e uma postura preventiva\". E se acontecer um acidente? A responsabilidade pode variar. Em caso de queda ou acidente, o morador que colocou o objeto pode ser responsabilizado, assim como o condomínio — especialmente se houver omissão na fiscalização. Tudo dependerá das circunstâncias, das regras internas e das provas apresentadas. Apesar das divergências jurídicas, há um consenso entre os especialistas: prevenir é sempre o melhor caminho. O que evitar na porta do apartamento? Capachos; Sapatos; Vasos de plantas; Bancos ou cadeiras; Lixeiras.",
  "title": "Ter capacho na porta do seu apartamento pode colocar sua segurança em risco!"
}