{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreiaqmsvbwcwuvrcre2wrs4y23v57agtxdvkyectgpanxcihcwm66zu",
    "uri": "at://did:plc:cphnnz5vrzbcscztdxhakpbo/app.bsky.feed.post/3miz74ccgvc62"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreig3z7ewkcgpqbdvle5lccrpjeb3hvcsx56tq2d2erxl2m66qr5lt4"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 250325
  },
  "path": "/dicas/livros/noticia/2026/04/livro-nicia-paes-bormann.ghtml",
  "publishedAt": "2026-04-08T09:35:33.000Z",
  "site": "https://revistacasaejardim.globo.com",
  "tags": [
    "casaejardim"
  ],
  "textContent": "\nDa percepção da falta de livros sobre mulheres arquitetas, a pesquisadora Érica Martins desenvolveu seu trabalho de mestrado na Universidade Federal do Ceará (UFC) sobre Nícia Paes Bormann. A dissertação deu origem ao livro Rompendo silêncios: visibilizando as mulheres arquitetas através da trajetória de Nícia Paes Bormann, que conta a história da arquiteta e discute a ausência e o apagamento das mulheres no setor. “O encontro com o trabalho da Nícia aconteceu um pouco antes da minha pesquisa, como quem encontra algo que deveria estar no centro, mas está à margem. A pesquisa foi se tornando uma investigação sobre esse apagamento”, conta Érica. Nascida em 1940 no Rio de Janeiro, RJ, Nícia Paes Bormann é arquiteta, urbanista, paisagista e artista plástica. Filha de pai cearense, foi principalmente no estado nordestino que deixou suas contribuições. “O nome de Nícia não estava na historiografia da arquitetura cearense. Agora, sua história começa a ser contada de outra forma”, fala a autora. A obra 'Rompendo silêncios: visibilizando as mulheres arquitetas através da trajetória', de Érica Martins, resgata a trajetória da arquiteta Nícia Paes Bormann e propõe uma reflexão sobre o apagamento das mulheres na arquitetura Natália Rocha/Divulgação Nícia foi uma das pioneiras do modernismo no estado e foi docente da Universidade Federal do Ceará (UFC), onde criou a disciplina de Paisagismo. Também ocupou cargos na prefeitura de Fortaleza, contribuindo para o planejamento urbano da cidade. Leia mais Ela fundou um escritório em 1999 e realizou, em especial, projetos paisagísticos, como o Parque da Cidade em Sobral e a Assembleia Legislativa do Ceará. “É uma arquitetura comprometida com o clima, com a paisagem, com a materialidade, com a regionalidade e com o cotidiano. Uma arquitetura que se organiza a partir da vida, e não da imagem”, pontua Érica. Nícia Paes Bormann foi figura central na introdução do modernismo no Ceará e introduziou o Paisagismo como disciplina na Universidade Federal do Ceará (UFC) Natália Rocha/Divulgação Mais do que a trajetória de Nícia, o livro propõe uma leitura crítica sobre os mecanismos que contribuíram para a invisibilização das mulheres no campo. A autora destaca ideias como o mito do gênio solitário, o da domesticidade e o do trabalhador ideal. “Durante muito tempo, o olhar foi treinado para reconhecer certos tipos de obra, discursos e figuras. Quando a gente amplia esse olhar, outras arquiteturas aparecem, assim como outras formas de projetar, de atuar, de pensar”, aponta Érica. Leia também A publicação da obra foi viabilizada por meio de edital do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Ceará (CAU-CE). Entre a dissertação e o livro, passaram-se cinco anos, período em que o trabalho foi revisto e atualizado, atravessado também por transformações coletivas e pessoais da autora. O lançamento oficial aconteceu na última semana em Fortaleza, CE, e contará ainda com lançamento em São Paulo, SP, no mês de abril.",
  "title": "Novo livro resgata a trajetória da arquiteta-paisagista Nícia Paes Bormann"
}