Nova espécie da família da taioba é descoberta no ES e já corre risco de extinção
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February 21, 2026
Pesquisadores encontraram uma nova espécie da família da taioba no alto das montanhas do estado do Espírito Santo. Trata-se da Philodendron quartziticola, identificada na Reserva Ambiental Águia Branca, na cidade de Vargem Alta; na Reserva Kaetés, em Castelo; e em cidades da região serrana do estado. A planta é da família Araceae, o mesmo grupo da taioba, do inhame e de plantas ornamentais como antúrio, jiboia e comigo-ninguém-pode. O estudo foi realizado por pesquisadores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) e da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), e publicado na revista científica da Nova Zelândia Phytotaxa. “A planta possui folhas longas e estreitas e estruturas reprodutivas com detalhes únicos no gineceu (órgão feminino da flor), que foram determinantes para sua identificação como uma nova espécie”, explica a bióloga Patrícia Bellon. Com folhas longas, a 'Philodendron quartziticola' foi identificada em regiões de Mata Atlântica do Espírito Santo Reserva Ambiental Águia Branca/Divulgação A planta foi identificada em ambientes de “morros de sal”, caracterizados por solos granulosos e quartzíticos. Essas formações são consideradas raras do ponto de vista geológico e estão localizadas em regiões vulneráveis à degradação ambiental. Assim, a nova espécie já foi classificada como em perigo de extinção. Leia também O crescimento da Philodendron quartziticola pode ocorrer diretamente no solo ou como trepadeira. O estudo também identificou interações ecológicas, como a polinização realizada por besouros do gênero Cyclocephala. As regiões de morro de sal possuem aparência clara e granulosa do solo, que lembra sal à distância Instagram/@araceologo/Reprodução Nova espécie de taioba foi encontrada em reservas e cidades da serra capixaba Instagram/@araceologo/Reprodução “A ciência é uma aliada estratégica da conservação. Ao apoiar pesquisas como essa, ampliamos o conhecimento sobre a biodiversidade local e fortalecemos as bases técnicas necessárias para a proteção de áreas naturais sensíveis”, destaca Patrícia. Leia mais
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