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Dr. Gustavo Khattar de Godoy aborda os desafios da gestão eficiente em clínicas de diagnóstico por imagem

Pequenas Empresas & Grandes Negócios [Unofficial] June 26, 2026
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As clínicas de imagem dependem de organização, precisão e integração entre equipes para manter uma rotina produtiva. Embora equipamentos modernos sejam importantes, eles não resolvem falhas operacionais causadas por uma gestão pouco estruturada. Pois, quando os processos não são claros, a produtividade cai, os atrasos aumentam e a experiência do paciente é prejudicada. Por que a agenda mal planejada prejudica as clínicas de imagem? A agenda é um dos pilares da produtividade em clínicas de imagem. Quando os horários são organizados sem considerar a duração real dos exames, o preparo necessário, a complexidade dos procedimentos e a disponibilidade das salas, a operação perde previsibilidade. O resultado aparece em atrasos, encaixes mal distribuídos e pacientes insatisfeitos. Esse erro também gera desequilíbrio no uso dos equipamentos. Em alguns períodos, a clínica pode enfrentar sobrecarga; em outros, salas e equipes ficam ociosas. Além disso, exames mais longos, urgências e retornos precisam de critérios específicos para não comprometer todo o fluxo do dia. De acordo com Gustavo Khattar de Godoy, uma boa gestão deve analisar o tempo médio de cada procedimento, prever intervalos técnicos e organizar a agenda de maneira estratégica. Assim, a clínica reduz esperas, melhora a ocupação dos recursos e cria uma rotina mais estável para pacientes e profissionais. Como a falta de padronização afeta o atendimento? A baixa padronização compromete a produtividade porque permite que cada setor execute tarefas de maneira diferente. Quando não há protocolos claros, a clínica depende de hábitos individuais, e não de processos consistentes. Isso aumenta o risco de falhas no cadastro, nas orientações ao paciente, na coleta de informações e no envio dos exames. Inclusive, pequenos erros podem gerar grandes impactos. Um preparo mal orientado pode levar à remarcação do exame. Um dado clínico incompleto pode dificultar a análise do médico especialista. Uma etapa esquecida pode atrasar a liberação do resultado. Com isso, a equipe perde tempo corrigindo problemas que poderiam ter sido evitados. Assim sendo, padronizar não significa burocratizar. Significa criar checklists, fluxos simples e critérios claros para cada etapa do atendimento. Quando todos seguem o mesmo processo, as clínicas de imagem ganham eficiência, reduzem retrabalho e tornam a operação mais segura. Quais falhas de comunicação reduzem a produtividade? A comunicação interna influencia diretamente a rotina das clínicas de imagem. Tal como retrata Gustavo Khattar de Godoy, quando recepção, equipe técnica, enfermagem, coordenação, setor administrativo e médicos especialistas não compartilham informações com clareza, o atendimento se torna fragmentado. O paciente percebe isso quando recebe orientações divergentes ou precisa repetir dados várias vezes. Tendo isso em vista, alguns cuidados ajudam a reduzir esse problema: Orientações claras ao paciente: evitam atrasos, dúvidas e remarcações. Registro das informações clínicas: facilita a análise do exame e reduz correções. Integração entre setores: impede que cada área trabalhe com dados diferentes. Critérios para urgências: organizam prioridades sem improviso. Documentação de falhas: permite identificar problemas recorrentes. Quando a comunicação passa a ser tratada como parte da gestão, a clínica reduz ruídos, evita retrabalho e melhora o fluxo entre os setores. De que maneira o retrabalho em laudos compromete a operação? O retrabalho em laudos é um dos erros mais sensíveis em clínicas de imagem. Ele pode surgir por imagens inadequadas, dados incompletos, informações clínicas ausentes, divergências cadastrais ou falhas no envio dos exames. Cada correção consome tempo especializado e atrasa a entrega ao paciente. Para reduzir esse problema, a gestão deve reforçar conferências antes do envio, definir padrões de qualidade e acompanhar as causas mais frequentes de correção. O objetivo não é apenas corrigir laudos, mas impedir que o erro chegue à etapa final do processo. Por que a ausência de indicadores enfraquece a gestão? Sem indicadores, a gestão trabalha com percepções, não com dados. A clínica pode acreditar que os atrasos são pontuais ou que a agenda está equilibrada, mas não consegue confirmar essas impressões, conforme destaca Gustavo Khattar de Godoy, médico com especialização em radiologia e diagnóstico por imagem. Isso dificulta decisões e mantém problemas ocultos na rotina. Indicadores como tempo médio de espera, taxa de remarcação, ocupação dos equipamentos, prazo de entrega dos laudos e volume de retrabalho ajudam a identificar gargalos reais. Com essas informações, a gestão consegue comparar períodos, definir prioridades e acompanhar melhorias. Inclusive, os dados permitem agir antes que os problemas cresçam. Se as remarcações aumentam, pode haver falha nas orientações. Se os laudos atrasam, pode existir sobrecarga ou problema no fluxo de informações. Assim, a gestão se torna mais preventiva e menos reativa. A produtividade depende de uma gestão eficiente A produtividade em clínicas de imagem não depende apenas de tecnologia ou qualificação técnica. Ela exige agenda bem planejada, processos padronizados, comunicação clara, controle de qualidade e indicadores confiáveis. Sem esses elementos, a clínica acumula atrasos, retrabalho e desperdícios operacionais. Ao corrigir erros de gestão, as clínicas de imagem melhoram o atendimento, reduzem custos invisíveis e entregam resultados com mais previsibilidade.

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