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  "publishedAt": "2026-06-21T09:00:54.000Z",
  "site": "https://revistapegn.globo.com",
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  "textContent": "\nA Copa do Mundo de 2026, iniciada no dia 11 de junho, traz benefícios reais para a saúde mental e física dos torcedores, aponta a neurociência. Embora líderes e empreendedores temam o impacto na rotina das empresas — um levantamento da consultoria UKG estima que o torneio, que vai até 19 de julho, pode custar US$ 17 bilhões (cerca de R$ 86,7 bilhões) em perda de produtividade global —, o evento pode ser um forte aliado para o ambiente de trabalho. Em artigo publicado no portal da Inc., a colunista Jessica Stillman repercurtiu o estudo completo da consultoria, UKG, que defende que o espetáculo estimula a energia e o desempenho profissional a longo prazo por meio da conexão social. Os desafios de gestão durante o campeonato ampliado deste ano, que conta com 48 países e 104 jogos, são reais. A pesquisa, realizada com 8 mil funcionários em oito países (como Estados Unidos, México e Austrália), aponta que 37% dos trabalhadores pretendem mudar seus horários por causa das partidas. Além disso, 27% dos profissionais admitem a chance de se atrasar, sair mais cedo ou faltar ao trabalho. O estudo mostra ainda que 14% das pessoas planejam assistir aos jogos escondidos no expediente e 11% reconhecem que trabalhariam de ressaca. Apesar dos dados alarmantes de distração, que incluem outras estimativas locais de até US$ 11,7 bilhões (cerca de R$ 59,67 bilhões) de prejuízo apenas nos Estados Unidos, o estudo reforça que o outro lado da moeda compensa. O segredo por trás do bem-estar gerado pelo futebol está no senso de comunidade, escreve Stilman. Um estudo da Anglia Ruskin University realizado com mais de 7 mil britânicos, e publicado em 2024, apontou que \"pessoas no Reino Unido que assistiram a um evento esportivo ao vivo no último ano estavam mais satisfeitas com suas vidas, sentiam que suas vidas valiam mais a pena e estavam menos solitárias do que aquelas que não assistiram\". A análise indica que os impactos positivos na mente se refletem diretamente na longevidade e na saúde física. Stillman ressalta que não é preciso gastar fortunas com ingressos na América do Norte para sentir os efeitos positivos. Pesquisas indicam que assistir aos jogos pela televisão também reduz as chances de depressão e eleva a sensação de realização pessoal. Cientistas japoneses comprovaram a tese usando exames de neuroimagem para comparar as reações de voluntários assistindo a modalidades coletivas e individuais. Os esportes de equipe ativaram com muito mais intensidade os centros de recompensa do cérebro pelo sentimento de pertencimento que proporcionam. Mesmo diante das polêmicas que cercam a competição, a colaboradora da Inc. reforça que a Copa é uma oportunidade rara de união em um cenário global carente de momentos de lazer coletivo. Para as empresas, em vez de enxergar o torneio apenas como uma fonte de problemas na jornada, abraçar o clima dos jogos pode se transformar em uma ferramenta valiosa de engajamento e renovação de energia para as equipes. Leia também",
  "title": "Assistir à Copa do Mundo — inclusive no trabalho — faz bem para o cérebro, indica a neurociência"
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