Antler lança primeiro fundo no Brasil com investimento de BNDES, FINEP/FNDCT, Badesul, BRDE e Fomento Paraná
Pequenas Empresas & Grandes Negócios [Unofficial]
June 16, 2026
A gestora Antler anunciou nesta terça-feira (16/6) o lançamento do seu primeiro fundo no Brasil, com a participação de cinco instituições de fomento público nacionais: BNDES, FINEP/FNDCT, Badesul, BRDE e Fomento Paraná. O veículo será voltado ao investimento em startups de alto potencial no início da jornada. De acordo com a Antler, o fundo se estruturou após a participação em chamadas públicas do BNDES, em 2023, e do Badesul, em 2024 – a agência de fomento da região Sul foi a primeira a formalizar a participação por meio da assinatura de documentos de subscrição. Uma cerimônia com o BNDES será realizada nesta terça, no Rio de Janeiro (RJ). A Antler tem presença em mais de 25 países na Europa, Américas, Ásia e África, e desde 2018, já investiu em mais de 2 mil empresas em estágio inicial. Segundo Carol Strobel, sócia-fundadora da Antler Brasil, a gestora já adota esse modelo de parcerias com entidades públicas em outros mercados, como Noruega, Malásia, Singapura e Estônia, conectando-se com fundos soberanos e instituições de fomento e desenvolvimento. Initial plugin text Desde que desembarcou no Brasil, em 2023, a Antler realizou programas de residência para reunir empreendedores em busca de parceiros para desenvolver soluções inovadoras. Ao fim do processo de 10 semanas, algumas receberam cheques de US$ 150 mil da gestora – de acordo com Strobel, os aportes realizados no país até agora vieram de capital estrangeiro. Na nova fase, com a entrada das instituições públicas, ela vê uma abertura de portas para o capital privado. “Quando a gente vê cinco instituições públicas decidindo apoiar o early stage juntas, sinalizamos que a parte mais arriscada e estratégica da cadeia merece um capital mais paciente. O recurso público reduz o risco numa fase inicial para que o investidor privado entre com mais confiança nas rodadas seguintes”, pontua. Strobel afirma que a estruturação do FIP foi um pedido dos investidores de fomento pela questão de governança. “Trazer capital público para um fundo local, estruturado sob a regulamentação brasileira, era muito importante para que fosse um veículo mais parrudo”. O fundo ainda está em fase de captação e pode chegar a até R$ 250 milhões, para investimento em cerca de 80 startups. Leia também “A inteligência artificial está encurtando a distância entre ideia e produto. As empresas que vão definir a próxima década estão nascendo agora, mais enxutas e mais cedo”, declara. Para fomentar o surgimento de novas startups, a Antler deve retomar o seu programa de residência no segundo semestre deste ano, mas reformulado para um modelo mais flexível, com eventos presenciais e virtuais, para alcançar pessoas de todo o país. No formato anterior, os empreendedores passavam por um processo presencial, em São Paulo (SP), de 10 semanas. Quer ter acesso a conteúdos exclusivos de PEGN? É só clicar aqui e assinar!
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