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Brasileiros devem gastar mais com comidas e bebidas do que com camisas na Copa de 2026; diz pesquisa

Pequenas Empresas & Grandes Negócios [Unofficial] June 12, 2026
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Os brasileiros já sabem como vão acompanhar a Copa do Mundo de 2026 e o comportamento revela impactos no consumo. Pesquisa do Instituto Locomotiva, realizada em parceria com a QuestionPro, mostra que a celebração em comunidade é a prioridade para a população: 64% dos entrevistados responderam que pretendem comprar comidas e bebidas especialmente para assistir aos jogos junto de amigos e familiares, enquanto 48% planejam adquirir camisetas ou outros produtos relacionados ao torneio. Quanto aos que vão comprar camisetas, 25% buscam modelos oficiais e 24% vão optar pelas camisas não oficiais, junto de 51% que não querem adquirir camisetas. A diferença entre a escolha do modelo da camisa varia ainda mais ao fazer um recorte de renda. Nas classes A e B, 29% buscam camisas oficiais e 19% as não oficiais. Na classe C, a escolha é dividida: 24% para cada lado. Nas classes D e E, 24% vão comprar modelos oficiais contra 33% optam por camisetas não oficiais. Quanto aos que não pretendem comprar nenhuma vestimenta da Copa, estão 43% dos entrevistados nas classes D e E, contra 52% nas classes A, B e C, mostrando que, nas classes mais baixas, há mais interesse pelo consumo de camisetas do Brasil, ainda que a preferência seja por modelos não oficiais. No entanto, quando perguntados sobre o principal motivo para não comprar uma camisa, a resposta que predominou foi o custo. Entre os entrevistados que descartam a aquisição, 64% afirmam que não querem gastar dinheiro com o produto. Outros 11% dizem não gostar de futebol ou não pretendem acompanhar a Copa. Há ainda 10% que afirmam ter deixado de usar a camisa por motivos políticos e 4% que pretendem torcer por outra seleção. As variações que se relacionam com as faixas de renda foram ainda maiores entre os que pretendem gastar com comidas e bebidas para assistir aos jogos do Mundial. Entre os brasileiros das classes A e B, 74% vão investir nas comemorações em grupo, e o percentual cai para 63% na classe C e para 49% entre os entrevistados das classes D e E. Para Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, os números refletem a presença do futebol no cotidiano dos brasileiros. — A Copa entra no orçamento dos brasileiros porque entra antes na rotina. Ela aparece na comida comprada para assistir ao jogo, no churrasco com família e amigos, na camiseta, no bar cheio, no álbum de figurinhas e no bolão do trabalho. Cada um desses rituais revela como o futebol faz parte da vida cotidiana. Ele reúne pessoas, desperta memórias e influencia escolhas de consumo. No Brasil real, a Copa está na mesa posta, na figurinha trocada, na aposta simbólica entre colegas e nos momentos compartilhados em torno do futebol. Gastos com figurinhas Outro hábito tradicional do Mundial que permanece mobilizando os brasileiros é a coleção do álbum de figurinhas. Segundo o levantamento, 30% da população pretendem comprar o álbum oficial da Copa e colecionar figurinhas. Entre as pessoas com filhos, esse índice sobe para 35%. Os principais motivos apontados para aderir à coleção são diversão e entretenimento, além da interação com filhos e familiares, ambos citados por 44% dos entrevistados. A tradição da Copa aparece em seguida, com 41%, enquanto o gosto por futebol e a nostalgia ou memória afetiva foram mencionados por 37%. Entre aqueles que não pretendem participar da atividade, os motivos mais citados são a preferência por destinar o dinheiro a outras prioridades (37%), a falta de interesse por álbuns e figurinhas (33%), a ausência do hábito de colecionar (31%) e o preço considerado elevado (26%). A pesquisa também dedicou atenção especial aos bolões, que seguem entre as principais tradições do Mundial. De acordo com o levantamento, 39% dos brasileiros pretendem participar desse tipo de disputa durante a Copa do Mundo de 2026. A pesquisa "Consumo na Copa do Mundo" foi realizada entre os dias 2 e 8 de junho de 2026. O levantamento ouviu 1.030 brasileiros com 18 anos ou mais em todas as regiões do país. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais. Leia também

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