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"publishedAt": "2026-06-11T23:29:42.000Z",
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"textContent": "\nCom o crescimento da cultura wellness e das preocupações com saúde, estética e bem-estar, o mercado se movimenta e vem se adaptando a novos comportamentos de consumo. Esse é o retrato apresentado na feira de alimentação saudável NaturalTech, uma das principais vitrines do setor, que ocorre nesta semana em São Paulo (SP). O evento reuniu cerca de 800 expositores (15% a mais do que o ano passado) e mais de 1,5 mil lançamentos. A expectativa da organização é de movimentar R$ 6 bilhões em negócios. Rótulos simples, com poucos ingredientes, baixa adição de açúcar e sódio são apontados como tendências, mas o protagonismo entre as novidades ficou por conta da proteína — de 30% a 40% dos expositores passaram a ter o ingrediente em suas formulações. Para Valeska Ciré, head de portfólio da Francal, empresa organizadora da feira, esse movimento acompanha o consumidor, que tem se preocupado cada vez mais com bem-estar, boa forma e com a combinação entre sabor, saúde e praticidade na hora de comer. “Hoje vemos proteína em praticamente tudo”, diz Ciré em entrevista a PEGN. “Há snacks, bebidas, suplementos e diversas combinações de ingredientes que trazem a proteína como elemento principal”. Uma das empresas que passou a apostar na proteína para atrair o novo olhar do consumidor é a Moving, que lançou uma versão em pó do Hydro Protein PRO, um isotônico proteico, e os novos sabores Pink Lemonade e Tropical da linha Energy Pro. Segundo Breno Júlio Carolino, vice-presidente do grupo 400FL, da Moving, o lançamento segue três grandes tendências do mercado: proteína, creatina e eletrólitos, e mira consumidores que praticam esportes como corrida e beach tênis. “É um item que pode estar em checkouts, farmácias e outros pontos de compra por impulso. Assim, no mesmo momento em que o consumidor escolhe um snack, ele também pode optar por uma solução prática de hidratação e proteína”, afirma Carolino. A empresa prevê uma receita de cerca de R$ 30 milhões com o Hydro Protein em pó. E não é só no Brasil: o mercado global de bem-estar vem apresentando um crescimento significativo, dobrando desde 2013. O crescimento foi de 7,9% de 2023 para 2024, atingindo um pico de US$ 6,8 trilhões, segundo pesquisa do Global Wellness Institute de 2025. Somente o setor de comida saudável, nutrição e perda de peso movimentou cerca de US$ 1,14 bilhão em 2024. Canetas emagrecedoras também ditam tendências Além da mudança no comportamento, o uso de canetas à base de GLP-1 (conhecidas como emagrecedoras) também é apontado como um dos motivadores para a adição de proteínas nas novas produções. Medicamentos como Ozempic, Mounjaro e WeGovy reduzem significativamente o apetite e impulsionam a busca por alternativas para o consumo de nutrientes necessários. Segundo o Conselho Federal de Farmácia, o consumo desses medicamentos em 2025 atingiu R$ 1,6 bilhão, um aumento de 88% em relação a 2024. “As bebidas e alimentos proteicos já existiam antes. O que observamos é um consumidor cada vez mais interessado em saúde, praticidade e conveniência. As canetas emagrecedoras entraram nesse contexto e ajudaram a acelerar uma tendência que já estava em curso, especialmente nos últimos seis meses a um ano”, observa Ciré. De olho nesse mercado, a Pinc, marca brasileira de barras de proteína, apresentou uma nova linha de barras GLP-1 “friendly”, voltadas a aumentar a saciedade, estabilizar o açúcar no sangue e garantir conforto digestivo durante tratamentos com medicamentos emagrecedores. De acordo com Eduardo Rech, CEO e cofundador da Pinc, o mercado de alimentação saudável está passando por uma transformação significativa no Brasil. O consumidor está mais exigente e quer praticidade, mas sem abrir mão de textura, sabor e funcionalidade. “Nosso objetivo com esse lançamento foi justamente equilibrar esses fatores: entregar leveza e crocância num produto que respeite o novo comportamento alimentar do brasileiro, especialmente de quem está adotando protocolos de emagrecimento mais controlados, como o uso do GLP-1”. Com o lançamento, a marca tem expectativa de turbinar a receita em 30%. No último ano, a Pinc registrou um faturamento de R$ 21 milhões. A Leve Croc, fundada há 26 anos por Jacqueline Royer, lançou na NaturalTech uma nova linha de snacks proteicos. Com quatro sabores, a marca aposta na praticidade, leveza dos alimentos e mira usuários de canetas emagrecedoras, que podem possuir dificuldades para ingerir nutrientes. “Eu fundei a marca, porque eu descobri que tenho várias intolerâncias a alimentos. Trazer algo como esse produto, que é sem glúten, sem lactose e rico em proteínas, abraça um público que, como eu, tem diversas limitações alimentares, independentemente do motivo”, diz Royer. A empreendedora diz ter expectativas de atingir uma receita de cerca de R$ 1,7 milhão com o lançamento. Valeska Ciré, da NaturalTech, afirma que ainda há espaço para crescimento não apenas no mercado de produtos proteicos, mas também de outras categorias. \"As proteínas devem continuar em evidência, mas certamente veremos outros ingredientes ganhando relevância nos próximos anos. A tendência é que eles estejam relacionados a temas como conveniência, praticidade, saúde e longevidade”, afirma. Leia também: Siga PEGN:",
"title": "Proteína ganha força no mercado de alimentação saudável com impulso de canetas emagrecedoras"
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