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Exportações para os EUA caem 16% até maio com tarifaço de Trump, mas vendas para outros países crescem

Pequenas Empresas & Grandes Negócios [Unofficial] June 3, 2026
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As exportações do Brasil para os Estados Unidos caíram 16% entre janeiro e maio deste ano na comparação com os primeinos cinco meses de 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). As vendas para o exterior, por outro lado, aumentaram 8,7% até maio. No acumulado até abril , as importações do Brasil de produtos e serviços americanos também registraram queda, de 12,6% e totalizaram US$ 15,5 bilhões. Dessa forma, neste período, a balança comercial com os Estados Unidos registrou déficit de US$ 1,47 bilhões e a corrente de comércio (soma das exportações e importações) diminuiu 14,3% chegando a US$ 29,5 bilhões. A queda acontece em meio a uma busca de diversificação de parceiros comerciais pelo Brasil, desde que os Estados Unidos impuseram tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros no ano passado. O governo de Donald Trump anunciou hoje a proposta de novas tarifas, desta vez uma sobretaxa de 12,5% para produtos brasileiros que entrem no país. O ato aconteceu um dia depois da recomendação de um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos pelo governo de Trump. A decisão definitiva, porém, será tomada apenas em audiência marcada para 7 de julho. Em coletiva nesta terça, o Mdic afirmou que a eventual tarifa de 25% impactaria sobre cerca de 21% das exportações brasileiras aos Estados Unidos. Ainda não há estimativa de impacto sobre a nova sobretaxa de 12,5%. Mesmo com a queda do comércio com os Estados Unidos, na soma com todos os países, a balança comercial brasileira teve um superávit de US$ 32,6 bilhões até maio, com crescimento de 34,2%. A corrente de comércio registrou aumento de 6,2%, atingindo US$ 264,5 bilhões. As exportações aumentaram principalmente para China, que registrou um aumento de 21,8% até maio, se consolidando o principal parceiro comercial do Brasil. Nesta terça, em reação ao tarifaço de Trump, o presidente Lula destacou a abertura do mercado chinês para a carne brasileira. — Mas como Deus escreve certo por linhas tortas, nada acontece de graça. O que aconteceu hoje para se contrapor a medida do (Donald) Trump (presidente dos EUA)? A China aceitou que o Brasil está nacionalmente livre da febre aftosa, que a nossa carne está livre para o mercado chinês. Então, veja, eu tenho muita sorte, eu não vou ficar chorando. Se você não quer comprar de mim, pode ficar com suas coisas, eu vou vender para outro — afirmou Lula em evento em Goiás nesta terça-feira. Após a China, as exportações aumentaram principalmente para países da União Europeia, com um aumento de 6,7% das vendas no acumulado do ano.

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