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"textContent": "\nA sua rotina parece cada vez mais corrida e, ao mesmo tempo, menos estimulante do ponto de vista intelectual? Em um cenário marcado por excesso de reuniões, notificações constantes, tarefas repetitivas e uso crescente de inteligência artificial, cresce a preocupação com a perda gradual de habilidades como concentração, criatividade e pensamento crítico. O problema não estaria na falta de atividade, mas na qualidade dos desafios enfrentados ao longo da jornada de trabalho. Quando a maior parte do dia é consumida por demandas operacionais e respostas rápidas, sobra pouco espaço para reflexão, aprendizado e resolução de problemas complexos. O resultado pode ser uma sensação de estagnação profissional, mesmo entre pessoas que se consideram altamente produtivas. Em entrevista à Newsweek, Christiane Schroeter, estrategista de carreira e apresentadora do podcast Happy Healthy Hustle, afirma que os profissionais não estão ficando menos inteligentes, mas sendo “cognitivamente subutilizados”. Segundo ela, muitos empregos atuais valorizam velocidade, capacidade de resposta e eficiência digital em detrimento do pensamento profundo e da criatividade. “As pessoas param de aprender enquanto continuam ocupadas. A atividade substitui o crescimento”, diz. A inteligência artificial aparece como um dos elementos centrais dessa transformação. Dados da plataforma de idiomas Preply, citados pela Newsweek, mostram que 40,3% dos trabalhadores afirmam ter perdido confiança em conversas presenciais por dependerem da IA para se comunicar. Além disso, 62,7% disseram já ter usado a tecnologia para evitar conversas difíceis no ambiente de trabalho. “Quando o trabalho se torna altamente repetitivo, excessivamente automatizado ou muito dependente de ferramentas de IA para pensar por nós, corremos o risco de subutilizar funções cognitivas importantes, como memória, pensamento crítico e criatividade”, afirma a psicóloga Sharon Grossman, especialista em burnout à publicação. De acordo com ela, o cérebro precisa ser constantemente estimulado, mas existe um paradoxo nessa relação: a tecnologia aumenta a produtividade, mas pode reduzir o esforço mental necessário para desenvolver novas capacidades. As especialistas defendem que a solução não passa por abandonar a inteligência artificial, mas por utilizá-la de forma estratégica. Automatizar tarefas repetitivas, buscar oportunidades de aprendizado, assumir desafios mais complexos e reservar momentos para reflexão são algumas das práticas recomendadas para evitar que a produtividade ocupe o lugar do desenvolvimento intelectual. Afinal, estar ocupado o dia inteiro não é necessariamente o mesmo que estar evoluindo. Leia também Siga PEGN:",
"title": "Seu trabalho está te ‘emburrecendo’? Veja como identificar e o que fazer para mudar a rota"
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