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  "textContent": "\nÀs vésperas da Copa do Mundo da Fifa, o empresário Flávio Augusto, conhecido por ter fundado a WiseUp, recebeu a missão de estreitar o relacionamento entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e as pequenas e médias empresas brasileiras. O objetivo é criar laços comerciais em um mercado que, segundo ele, ainda é pouco explorado pela entidade, hoje focada em grandes patrocinadores como Google, iFood e Sadia. Segundo Augusto, a ideia é mostrar aos empreendedores as vantagens de usar o futebol como plataforma de marketing — seja estampando marcas em camisetas e placas de estádio, seja por meio de ativações, experiências e licenciamento de produtos oficiais da seleção brasileira. Ele define seu papel como uma ponte entre os empreendedores e o futebol brasileiro. Segundo o empresário, tanto a CBF como os pequenos empresários ainda estão descobrindo as possibilidades dessa aproximação. “É um processo de educação dos dois lados. A CBF descobrindo o potencial das PMEs e as PMEs descobrindo o potencial do futebol como plataforma de comunicação”, resume. A proposta foi feita há três semanas, e a parceria deve durar cerca de dois anos. A ação mais concreta do empresário, em um primeiro momento, será liderar uma comitiva com 60 empreendedores de pequenas e médias empresas – dos quais 38 já foram selecionados – para acompanhar o Mundial na América do Norte. Os jogos começam no próximo dia 11 de junho, no México. Por falta de mais tempo hábil, de acordo com Augusto, a seleção foi feita a partir do ecossistema de educação do empresário, que reúne mais de 11 mil PMEs em iniciativas como a Mentoring League Society. Ele também soma mais de 5 milhões de seguidores apenas no Instagram. Durante a imersão no Mundial, os empreendedores participarão de eventos direcionados à promoção do marketing esportivo. “Tem uma agenda organizada com fóruns e várias discussões com empresários durante a primeira fase da Copa, que dura 13 dias\", detalhou o empresário em entrevista a PEGN. De acordo com ele, a missão também deve realizar visitas técnicas nos clubes Miami FC e Orlando City — este último foi comandado por Flávio Augusto por oito anos e vendido em 2021 para a família Wilf. A experiência do empresário no mercado é longa e começou muito antes da aquisição do Orlando City em 2013. Ainda nos anos 2000, a WiseUp passou a estampar camisetas de times nos Campeonatos Paulista e Carioca, na Copa do Brasil e até a Copa do Mundo no Brasil, em 2014. “O futebol sempre foi uma plataforma de comunicação dos meus negócios”, afirma. Leia também A experiência se aprofundou nos Estados Unidos, onde Augusto comprou e liderou o Orlando City praticamente do zero. Durante sua gestão, o clube chegou a reunir 52 patrocinadores — dos quais cerca de dez eram grandes empresas, o restante era composto por pequenos negócios. Segundo ele, o clube também trabalhou fortemente com licenciamento, incluindo produtos vendidos em redes como Walmart e linhas especiais desenvolvidas com a Disney. Para além de patrocínios, o licenciamento também está na mesa. Augusto concorda que existe um desafio de estender o leque para além de produtos de vestuário. Na parceria com a CBF, as conversas sobre o tema ainda são iniciais. Há um entendimento preliminar, por exemplo, com uma marca brasileira de relógios para estudos de aplicação de marca com a seleção brasileira, com a ideia de séries limitadas. \"Existe uma avenida imensa.\" Um dos entraves para ampliar esse mercado no Brasil, segundo ele, é a pirataria, bastante difundida entre pequenos negócios. “O mercado americano é mais regulado e controlado, o que facilita o licenciamento, porque não existe uma ‘25 de Março’ no centro de Nova York”, afirma. Ainda assim, o novo embaixador da confederação acredita que novas oportunidades devem surgir das ideias dos próprios empresários. “Empreendedor é ótimo para dar ideia”, afirma.",
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